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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Fábula dos filhos do Embaixador do Kebab



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas



Já o disse várias vezes, e volto a repetir, perde-se demasiado tempo a combater gajos dopados nos desertos da Síria, quando mais valia que se começasse a caça ao dopado nos muitos subúrbios do Ocidente. É certo que é sempre mais fácil andar a bombardear o horizonte da aridez do que invadir apartamentos HLM, a Quinta do Mocho ou os arredores de Dusseldorf, mas essa poupança vai-nos sair demasiado caro, aliás, o vai-nos, situado num futuro próximo, é um erro de expressão, já que este estado de coisas se tornou inerente aos próprios tempos presentes.

Eu sei que é muito complicado para a Dona Arminda, de Baguim do Monte, ter de começar a acreditar que o seu filho, um puro produto de subúrbio, ainda sem o verniz postiço da Teresa Guilherme, de cada vez que lhe desampara a loja, e vai sair, para a "night" de Baguim do Monte, é como se fosse, com os amigos, treinar para as traseiras do quintal, as táticas do cinto bomba, do extermina assim e do mata e esfola como se nada fosse. Um dia houve em que ainda estava ela a ver as novelas da TVI e o gajo tinha acabado de limpar, com uma soqueira, um dos do bando da frente, a pretexto de uma disputa de uma recém menstruada. Foi na Domingos Baião, mas podia ter sido na Calçada de São Coitado à Lama, ou nos Champs Elysées, mesmo aqui ao lado. Depois, se a coisa se desenvolver como se pensa, ele pedirá desculpa, e depois de ter emigrado para os arredores, voltará a matar a 2000 quilómetros de casa. A versão dois é mais ou menos igual à versão um, só que em pacote: agarrou em veneno dos cães, e matou três gajas, duas delas das que já andavam engalfinhadas, e a terceira por que estava a tomar o gosto à coisa, e também ia embarcar no roço e começar,em Tires, a engalfinhar-se também. O homem é macho, e não pode permitir uma coisa dessas, rezou para a Meca dele, matou as sapatonas e toca a andar. A versão três é mais ou menos mais do mesmo: eram seis da manhã e o bacano teve fome, pôs-se na esquina, com aquelas saias de xadrez baratas que eles usam, por cima das calcinhas apertadas, a esconder o raquitismo e a falta de banho, e fez um voo rasante em cima do cota, era turco, só serve para o damo comer, depois de  o damo comer, mata-se. Deu-lhe com os ténis, e ficou com um bruto bife de kebab rasgado no focinho. A quarta, que me levou a escrever este texto, é mais sofisticada, por que mete os próprios filhos do embaixador do kebab anterior, e aqui o discurso muda de registo, posto que, se os campos de treino do Daesh são todos iguais, ainda é mais verdade que há uns mais iguais do que os outros, e eu passo já a explicar.

Na ascensão da insignificância, que silenciosamente levou a que cultura urbana fosse substituída pela cultura surburbana, num silencioso, mas imparável, deslizar, que passou por anas malhoas, marizas e cristianos ronaldos, os valores das coisas foram calmamente substituídos pelos valores de outras coisas, menores e insidiosas. Quando acordamos, já eles e elas estavam instalados. Fala-se de uma democratização, mas a democratização é um mau, péssimo, nome para um abandalhamento, na direção dos piores valores proletários. Os defensores de que o socialismo fabiano anunciava o advento do Neomaoismo, com uns comunisticamente muito ricos, no topo, e os outros, completamente acartuchados e acinzentados, muito no baixo, mas felizes, de mocilha às costas e smartphone nas unhas, convencidos de que andar na EasyJet é turismo, e que Lisboa se vê em três dias, dois dos quais na forma de noites de b'jecas e mijadela, de pé, contra a esquina, ou agachada atrás dos latões de metal, para depois acabar a atafulhar o metro, no meio de malões baratos e gajos de rastas, a precisar de uma boa mangueirada, dizia eu,
de
que,
os defensores deste espécie de alegria dos valores baratos, e do politicamente correto, sempre dominados por aquela voragem do Fim da História, arriscam-se agora a acabar com a própria História. O próprio motor e dinâmica das sociedades está indissoluvelmente ligado às clivagens e às diferenças de potencial, sendo certo de que uma cultura onde a entropia está no máximo já é uma cultura das águas caldas, que é o mesmo que dizer que está morta. Ora, uma cultura que está morta, precisa de se auto estimular, de modo a que a sensação das águas mornas não seja sufocante. De aí ao homicídio por que sim, e ao esmurrar até matar, por desfastio, vai um ligeiro passo, e já o demos.

Nas sequelas da podridão nacional, com o nome local de Cavaquismo e Neocavaquismo, foi moda sair da sarjeta e imediatamente colocar nas unhas das crias carro, com ou sem carta, e barraca no subúrbio, não falando, claro está, do casamento homogéneo e simplificado, com a oxigenada de coxa de pele de laranja. Este foi só um grau de entropia de arranque, e logo se esqueceram os avós do candeeiro de petróleo e das noites passadas com as cabras. Como nunca se deve servir nem a quem pediu nem a quem serviu, este estado de coisas criou uma primeira geração de quistos sociais, movidos pela ambição do ter, sem nunca ter chegado a ser, ou ter de saber. Chegada a crise, tudo isto mergulhou no cano, mas por colossais assimetrias, já que a sociedade diabólica do neoliberalismo estava definitivamente instalada. A métrica era simples, e fácil de assimilar: como isto não chega para todos, é fundamental que eu faça parte dos que têm, e que se lixem os que não, ou nada, têm. A segunda palavra é ainda mais simples: se puder ter, então, que tenha ainda mais, não venha o Diabo vir e tecê-las. O resultado disto tudo, em crescentes guerras e guerrilhas de bairro, conduziu às franjas do poder afastado e às terríveis bainhas do enormemente excluídos. Nestas bainhas teve origem o Daesh, subproduto do fundamentalismo cristão, com os adereços e apetrechos de um falso falar corânico. Os seus melhores campos de treino estão na guerra ao pica, nos aceleras da ponte, nas salas do insucesso escolar e nas drogas e rixas de discoteca.

Na verdade, esta métrica da posse, ditada pela impossibilidade, custa muito caro, e devora todos os recursos. São hoje falados os casos dos pais que são agredidos, e dos outros que se empenham e contraem empréstimos insolúveis, para que os filhos possam ter o necessário para participar na dinâmica da "night", já que, se não andares na "night" não existes, e, se lá andares, acabarás a existir ainda menos. Esta é a terra dos cristianos ronaldos, do oco e do vazio, e do extremamente caro do nível das representações.

Quem não tem estoura, e quem se cansou, ou não tem o que estoirar, põe um cinto bomba e começa a estoirar com os outros.

Claro que tudo o que escrevi atrás é mentira, e, se não for mentira, é demasiado simplificador. Na realidade, a corrente subterrânea, imediatamente sucedida ao atrás descrito, é uma coisa ainda pior, posto que, acabada a lógica do sucesso pela cultura, pelo trabalho e pela construção do eu, substituído pelo acaso, pelo errante e pela ditadura do Ego, os valores foram ainda mais subvertidos. Pelo que consta, os pais da geração de atrás já não se contentam com dar cartas de condução, mas começaram agora a pagar aulas de aviação aos nascituros. A coisa pegou, e desenvolveu mais uma daqueles subterrâneos à portuguesa, fazendo de Ponte de Sor (isso é onde?...) uma terra, não de campónios, mas de estrangeiros, a pingar fortunas. E, se tiverem menos de 18 anos, tanto melhor, já que não podem conduzir carros, mas então que pilotem aviões, o que até é normal, no país do "Pilinhas" e do quanto mais novinho melhor...

Faço aqui uma pausa, já que este é o novo mundo dos novos monstros. Eu Sou de um tempo em que em Cannes e Saint-Tropez uma geração de ouro esbanjava dinheiro, antes de embarcar nos iates mediterrânicos. Creio que então se refugiavam por detrás de grandes nomes e das fortunas dos papás. Um pouco mais de uma década, ou duas, esta subversão das escadas da ascensão, com o medíocre a ser platinado muito precocemente, lançou ao zénite a fina flor da escória, no meio de tumultos e invejas, para não falar dos muitos gemidos de impotência: estes novos milionários, perpetuamente adolescentes, com imunidades diplomáticas e outras armas nunca de antes imaginadas, criaram o futuro Mundo das Hienas, e estão-se a entredevorar, devorando-nos a nós também com eles. Brevemente os barulhos dos aceleras vão ser substituídos pelos estrondos das avionetas que caem, por que conduzidas sem brevet, ou só por vingança. No limite, o papá paga, e, se não pagar, o bacano vem à TVI, pedír desculpa.

O reverso, ou as consequências disto tudo, é que a apropriação destes meios, cada vez mais custosos e inacessíveis, leva a que a multidão dos que nada têm se multiplique. Desenganem-se os novos marx da cabidela, que aqui vêem a tempestade perfeita da insurreição: não haverá  quaisquer revoluções, mas apenas atos continuados de extermínio, de bandos de cintos bomba, a fazerem-se explodir no meio daqueles que têm a versão mais atualizada do smartphone, o meu reino por um tablet, e o matei-o, por que ele não me fez like. No campo das relações de trabalho e do tecido económico, as coisas não são melhores: a pirâmide dos empregos far-se-á em função dos que ali estão apenas para dar serventia ao pessoal das discotecas, os empregados do restaurante de antes da "night" e o turco do kebab que tem de estar ali a servir o preto longo das noites quentes das seis da manhâ. Não conseguiu comer a dama, e tem agora de se alimentar, e, se o cota não nos serve, a gente esfola o cota. Nós, pagadores de impostos, temos doravante de saber que estamos a alimentar esta enorme e crescente corrente do ócio, onde os subsidiados do nada fazem, mas muito têm, conseguiram transformar todas os dias de trabalho dos outros na sua maratona prolongada de permanentes noites de fim de semana, com toda a comunidade a apenas existir como seu pano de fundo, e fonte de subvenção do mais absoluto nihilismo social. Na outra extremidade da Cova da Moura, os filhos do embaixador do kebab agarraram no segurança e foram desfazer a cara dos frequentadores do "Koppos Bar", de Ponte de Sor, onde se baixam as calças, se faz picanha com os pés, e só há hematomas desfigurantes, com os carros, carros, carros...

Passamos agora dos carros para os aviões, sem aviso, e, dentro de cinco anos, lá estaremos nos foguetões. Numa velha rábula da Humanidade, haverá então os que têm e os que nada têm, e os que nada têm serão cada vez mais, e os que têm cada vez mais arrogantes e liquidadores. No fim, todos eles acabarão no terreno a exterminar-se uns aos outros, grande lição do Daesh para a História. Quanto a nós, pois, nós estaremos pelo meio, para cairmos, um a um, um após outro,  do primeiro até ao último, mercê do seu fogo cruzado.




(Quarteto do kebab, no "Arrebenta-SOL" (desativado), no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers", sempre soberbo e implacável)

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sábado, 27 de agosto de 2016

Correio da Lola - "O meu marido... acho que me quer enfiar um burkini..."


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas




Querida Lola:

Querida Lola: O meu Francisco viu-me a estender roupa nas traseiras, com as maminhas todas de fora, e só o ouvi dizer, anda para dentro, Mariana, senão tenho de te enfiar um burkini, para tapar isso... Ando tão assustada, querida Lola... 



Mariana Benchimol, Tires





Querida Mariana:

Antes de mais, deixe-me dizer-lhe que é realmente uma mulher moderna, informada, a quem estão a acontecer aquelas coisas urgentes que agora passam na SIC-Notícias e no Correio da Manhã-TV. Burkini, disse a menina?... O seu Francisco queria enfiar-lhe um burkini, só por que a viu toda pendurada na janela, com as tetas derreadas por cima das janelas do vizinho de baixo?... Só Deus saberá que desgosto o terá feito desejar condená-la a essa medida extrema: se o formato só e a extensão das suas tetas à janela, se o protesto do vizinho de baixo, pela tão grande carência de sol... De qualquer maneira, ainda bem que me escreve, por que foi corajosa, e não foi como as outras, que por aí comem e calam. Não comeu, não calou, e ainda escreveu à sua Lola, que tudo sabe e tudo aconselha... O Burkini, é de facto, um problema dos nossos dias, já que se passaram décadas e tentar deixar as mulheres mostrar o que têm de melhor, para depois vir agora uma maré de viúvas negras, a querer relançar os visuais na Idade Média. Transformista, como sou, pode acreditar que acho que quanto mais se vir, melhor, mas o problema está em que não estamos em França, mas na Cauda da Europa, terra das viuvinhas e das nazarenas de bigode, das transmontanas pilosas e das matriarcas de voz grossa. Deve ter visto, como eu, as elegâncias de Nice, Côte- d'Azur, a mergulhar nas águas opalinas da Croisette, ou a molhar o pezinho em Antibes. Em Fréjus já há mais vestidas do que nus. Em Juan-les-Pins e na Salis, vêm do fundo do mar e as trouxas fundamentalistas fazem ali mesmo, com o corpo, a drenagem dos fundos da areia, mas as mais lânguidas, são mesmo as de Cap Ferrat, que quando o muezzin chama, se prostram todas dentro de água, viradas para o Mónaco, que dizem umas para as outras, fica mais ou menos na direção de Meca, não fica, mas faz de conta, que aquela zona é toda cenografias. Agora, querida, quando vimos para Portugal, terra das mulheres mais feias da Europa, a coisa pia fininho. A primeira coisa é que, para fazer um burkini aqui iamos precisar do dobro, ou triplo, do tecido, para enfiar aqueles excessos, as estrias, os bofes e a pele de laranja. Podia ser bom, produzisse Portugal tecidos, mas já não produzimos, é tudo importado, e para enfiar uma daquelas orcas da Cova do Vapor, da Trafaria, da Praia da Mata, da Afurada ou de Vila Peida de Mil Fodas, ia ser mais um colossal desequilíbrio da balança comercial, a enriquecer produtores de algodão turcos, mexicanos, chineses ou monhés... Lá vinham uns contentores de Daca ou de Bombaim, ou mesmo de Taipé, com pano para fazer trouxas. Na verdade, sai mais barato ter aqui as portuguesas cristãs do que fundamentalistas, e esperando que essa crise horrível da Riviera não caia cá. Ia ser terrível ter as praias da Nazaré ocupadas por manchas negras, a contrastar com snifadores da linha branca do canhão da Praia do Norte. Há dar e dar, há ir e snifar. Eu até poderia ser mazinha, e acreditar que o seu Francisco detetou aí um problema estrutural, e resolveu esconder as suas misérias para sempre, e só deus saberia se tinha razão, mas não vamos por aí, vamos pela realidade, que ainda pode ser pior do que esta minha melancólica teoria. Só eu, Lola, e as minhas colegas, sabemos as misérias que se vivem nos lares desses fabulosos homens portugueses, quantas vezes casados com um tremendo produto de fumados, uma coisa perdida de uma feira de enchidos, quantas vezes, depois de cumprido o ato, não abrem a carteira para nos mostrar a legítima, e ainda não se falava aí dos burkinis, já eu pensava cá com os meus bicos de silicone, vije maria, se é isso que tens em casa, como percebo eu bem tu passares os fins de semana aqui... Na verdade, querida, se desse aqui uma crise islâmica, aliás, nem precisava de dar, bastava que os olhos que não vêem passassem subitamente a ver e a sentir, e eram todas enfiadas em sacos de batatas, cosidas, e ficavam eles todos a olhar uns para os outros, mortos de desejo, a serem os cristianos ronaldos uns dos outros, enquanto só se ouviam gemidos dentro das serapilheiras delas... Eu sei que isto vai muito mais além da carta que me escreveu, mas já agora, por que a cultura não ocupa lugar, deixe-me que lhe diga que essa questão da burka está toda mal vista, e muito mal analisada, já que está completamente enformada pela cultura machista, em que só se vê a pobre da fêmea enrolada em trapos, e o macho garboso a pavonear-se ao lado. A realidade é bem outra, e acredite nas minhas palavras, por que eu estou a meio caminho dos dois sexos: na verdade, a emburkada é uma gaja premeditada, amatriarcada e dominadora, que resolveu tapar a cara atrás de um trapo, enquanto arrasta pelo braço o seu macho espantoso. Ela está sempre a medir-se com as burkas do lado, para lhes mostrar que o cavalão dela é muito melhor do que o cavalão da vizinha, e não só o cavalão é melhor, como a vizinha, que não lhe consegue ver as fuças, ficará a imaginar quão mais bela do que ela a outra será, por detrás de tantos trapos, para ter conseguido arranjar um machão daqueles, de pôr as emburkadas todas lá da medina a roer as unhas... A burka, querida, não é uma coisa que os homens impõem às mulheres, mas uma coisa que as mulheres impõem a si mesmas, para fazerem as outras estoirar de inveja, por interposta pessoa. Passeiam os machos como a Brigitte Bardot passeava, há cem anos, os seus cãezinhos, e eles adoram deixar-se passear, já que o pior matriarcado é aquele que não vem declarado no IRS. Em Portugal, a coisa é muito mais realista, e já deve ter visto, como eu, os centros comerciais cheios dos melhores homens da Europa, atrelados às piores coisas que se possam imaginar.. Em Portugal, o macho anda sempre com a tralha atrás. Se fosse em Cannes, ainda se poderia imaginar que, ao lado de um macho fantástico, ia uma fêmea ainda mais fantástica, mas aqui, o olhar é imediatamente desenganado, e vê-se que aquilo que os cerca é sempre uma versão continuada, e caseira, do belo e da monstra, repetida até à quinta casa. Acho que já me perdi, e já respondi demais, e deixe-me acabar assim: burkini?... ele quer pôr-lhe burkini?... Pois deixe que lhe o ponha, e depois vá passeá-lo pelo braço, ainda vão pensar que, com um homem desses, e toda enfaixada, a menina é uma Gisele Bündchen portuguesa, e, em vez de olharem diretamente para si, de cada vez que vai pôr a roupa  a escorrer, com as tetas pingadas, e só verem em si aquilo que na realidade é, uma Joana Vasconcelos, uma Clara Pinto Correia ou uma Maria Velho da Costa falhada da Cauda da Europa, querida, uma troncha, baixa, gorda, atarracada e condenada a viver num quintal da vila de Tires. Kisses, e emburke-se, meu amor, ou emburkine-se, já que estamos no mais puro verão!...

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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

"The Braganza Mothers", no dia em que três gajas boas, brasileiras, foram encontradas no fundo de um poço em Tires. Duas delas eram sapatonas e a terceira só Deus e a Senhora da Apodrecida saberão...

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Manzikert, 26 de agosto de 1071

"When Romanos was brought before Alp Arslan, the latter put his foot on the Byzantine emperor’s neck and forced him to kiss the ground as a sign of his having been conquered. Afterwards, the sultan had him treated with respect and even dined with him at his own table. He held him for a week and demanded a ransom of ten million, an amount that was reduced to 500,000 thousand plus 360,000 annually. The cities of Manzikert, Edessa, Antioch and Hieropolis were to be surrendered to the Turks. And one of Romanos’ daughters was to be married to one of Alp Arslan’s sons".
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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Praia dos Carneiros (Brasil - PE)

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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Esplendorosa lua plena do muito pleno verão

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domingo, 14 de agosto de 2016

il était un petit navire

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Falta-lhe um mastro e uma vela, a proa está desalinhada em relação à ré, o cordame é fraco. Navega a quatro aves marinhas e outras ainda se as houvesse. Em cada porto, embarca. Espantam-se as muitas gentes que povoam o mês de agosto, para que queremos nós um barco assim, tão pequeno, a sonhar acordado com uma ilha deserta.
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sábado, 13 de agosto de 2016

"Teseo" de Jerónimo de Lima

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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

O Daesh como lugar psicanalítico e fisiológico da decadência do Ocidente






Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas



Num tempo em que me não lembro bem de quando, nem onde, nem por quê, os órgãos de intoxicação social adotaram a mais errada das denominações para um recente grupo terrorista: começaram a chamar-lhe "Estado Islâmico", quando o seu verdadeiro nome era "Daesh", e não se encontrava sequer na Síria, ou no Iraque, mas um pouco por toda a parte, onde disséssemos Ocidente e Oriente, e nem sequer era uma invenção recente, mas antes uma longa construção da complacência e cumplicidade do Socialismo Fabiano com a destruição da Cultura Ocidental.

Há uma teoria da fisiopsicologia que diz que enlouqueceríamos, se fossemos forçados a dar todas as ordens necessárias ao funcionamento de todos os mecanismos automáticos do corpo. É algures, no bolbo raquidiano, que, entre outros, os processos autónomos da respiração e do bater do coração se desencadeiam. Que seria daquele organismo que tivesse de pensar, antes das sístoles e diástoles, ou de dar um  milhão de ordens para encher o peito?... Na realidade, todo este automatismo foi importado para toda a sociedade, e muitas das rotinas da nossa existência estão hoje ligadas ao seu automatismo próprio. Como já por vezes se disse, nas sociedades desenvolvidas atuais, qualquer indivíduo médio poderia seguir do nascimento à morte, apenas cumprindo regras e rotinas, sem sequer ter chegado aos lugares da Filosofia ou do divino.

Este acostumamento das coisas tem, na Natureza, um outro nome, já que pode ser aproximado, por analogia, da mimese, e a mimese é o poder de umas coisas passarem desapercebidas por outras, por mero efeito de infiltração e disfarce. O Daesh, camada sociológicas das sociedades ocidentais, estudou e pratica este princípio de mimese e de automatismo das nossas defesas e atenções. E ele não o faz de agora, fá-lo de há muito, sendo talvez o seu efeito mais espetacular o atentado às Twin Towers, onde nada deixaria prever que a imagem quotidiana do avião que cruza os céus ora anunciasse um terrível míssil contra um centro financeiro mundial. A suspeita caiu sobre os comboios, o metro, e todos os transportes. O Daesh tornou-nos todos os objetos familiares em inimigos potenciais. Tudo o resto são réplicas posteriores, as sociedade dos nómadas de ginásio e computador, dos turistas cegos, de fim de semana, em qualquer lugar barato da EasyJet, sempre com a perpétua mochila, onde o Daesh já infiltrou os seus sacos explosivos; os festivais de multidões alucinadas, de óculos escuros, por detrás dos quais o Daesh escondeu os seus últimos guerreiros suicidas; os idiotas de barba fardada, todos lançados nos concursos da ninfómana Teresa Guilherme, todos iguais, e todos ávidos de exibir sinais de virilidade compensadores da sua desvirilização física e mental, infindáveis multidões de burka maxilar, como se tivessem uma bota invertida calçada no queixo, e todos iguais àquele fundamentalista que se irá fazer explodir junto da Torre de Belém de Lisboa.

Por que, um a um, através das suas células adormecidas, o Daesh já infiltrou os hábitos, lugares e rotinas do Ocidente, tudo aquilo que fazemos sem pensar e todas as coisas que preenchem a normalidade da nossa escolha cultural, ou, por outra perspetiva, tudo aquilo que o Daesh odeia em nós, e jurou um dia exterminar. Na verdade, nós não poderemos viver a desconfiar de cada uma das coisas de que gostamos, nem passar a pensar em cada passo dado, com receio de que ele possa ser uma nova ratoeira do inimigo. O Daesh não é de hoje, é de há um tempo arcaico, e foi tendo várias faces, ao longo da História. Na nossa idade mediática, nós limitamo-nos a oferecer-lhe o próprio brinde de nem se ter de deslocar, para avaliar a eficácia do seu último atentado: a vertigem dos idiotas das "selfies", dos exibicionistas do "Facebook" e dos alucinados autistas do Twitter encarregou-se de o fazer, em tempo real, e de passar ao inimigo o máximo de informação por ele desejado. Este lado psicanalítico, em que o exibicionismo de uma sociedade malsã se cruza com o agrado voyeur dos assassinos é a verdadeira boda de sangue com os criminosos do Daesh.

É agosto, verão, e as próximas vagas de atentados estarão aí. Não sabemos se as sociedades continuam sem perceber que estão em risco final, e que o futuro breve pode ser uma multidão filhos da puta do calibre de Putin, Erdogan e Trump, a marcarem o Final dos Tempos. E até é provável que continuem sem perceber, ou que alguém, nelas, comece a ter de finalmente acordar. É verão, e é agosto, e são férias. Talvez seja tempo de perceber que estamos em guerra, e que um pouco de disciplina porventura fizesse bem, como treino de proteção das sociedades urbanas. Talvez vá chocar, mas que interessa, o enorme charme destes textos é exatamente a sua permanente capacidade de chocar. Poderíamos, assim, começar por impor uma disciplina de cara rapada, a todos os idiotas que visualmente se tornaram profetas de pacotilhas das cidades do ocidente. Seria uma mera prudência dos tempos de guerra, uma simples higiene contra o inimigo, uma lição de alerta e diferença, e um simples treino doméstico contra os infiltrados. Caras rapadas, e ordem de identificar, em cada esquina, quem não cumprisse este rapar obrigatório, uma medida breve, rápida e concisa, para dar a ver ao inimigo que assim lhe retirávamos, sem pudor, a forte arma da mimese.

Não iria hoje mais longe: podíamos aplicar esta medida, já, nos festivais de verão, em todos os lugares em que o Daesh, psicanaliticamente, não nos forçou a cancelá-los. E podíamos começar a rapar já queixos, por onde os víssemos e a respirar de alívio, da tarefa feita, e, porventura, a rezar (podem ser orações laicas, coisa de que o Ocidente bem, e tanto precisa, de ambos os lados da cortina...) e a rezar para o Daesh não se nos tivesse já adiantado, e acabássemos a rapar os queixos ensanguentados de mais um massacre no metro de Berlim.

Boas férias, leitores.




(Quarteto da mimese da morte, no "Arrebenta-SOL" (em pausa), no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Agosto de 2016: retrato robot de uma agressora através das próprias palavras da sua agressão, ou um modo público de refletir sobre como alguém, fortemente perturbado, e a centenas de quilómetros de nós, nos pode converter, durante 10 anos, no alvo da sua perseguição e tema central do seu monólogo interior



Dedicatória - Por que o caso tomou uma dimensão pública relevante e por que os que desde sempre o têm acompanhado, juntamente com o muito maior número que passou a concentrar a sua atenção neste problema português, o pediram, dou corpo ao que me foi solicitado pelos órgãos de comunicação social que já veicularam este caso: a elaboração de um retrato robot da agressora, literal e apenas construído através das próprias palavras da agressão. Não se trata de uma investigação, mas de uma mera descrição dos atos e da sua cronologia, pela própria mão da perseguidora. Dada a sua natureza intrínseca, este esboço irá sendo aperfeiçoado, com o tempo e as leituras. Poderá ser o núcleo do livro que fui convidado a escrever, sobre esta monstruosidade. Lá iremos, com o tempo e calma de que tal tarefa necessita. Dedico-o, portanto, aos velhos, e aos novos amigos que este problema me tem trazido, com especial atenção para os jornalistas que lhe permitiram dar uma nova visibilidade, através do Quarto Poder.






Cronologia - a cronologia da agressão está claramente datada: início de julho de 2007, na sequência do encerramento abrupto do "The Braganza Mothers", coletivo de intelectuais, músicos, artistas, livres pensadores, políticos e amigos, dos quais a maior parte até hoje se manteve fiel e ativa, tal como se manteve ativa e feroz a agressão e perseguição de que são alvo, com especial enfoque nas minhas pessoas, pública e privada. Muitos dos temas presentes nas disputas entre membros do coletivo, na fase final do espaço, mantiveram-se idênticosintactos e imutáveis, no discurso da agressão. Muito simplesmente, passaram a tentar não ter rosto. Na minha perspetiva, fracassaram, mas não sou fiscal, detetive nem juiz. Num premonitório testemunho por mão heterónima, atempadamente escrevi "não sou polícia, não tenho espírito detetivesco, antes prefiro o Sol e o Génio, que nos inspiram belas palavras, e semeiam, em nosso redor, clareiras de Assombro e Sedução". Presentemente, sou apenas vítima dos factos, e é este nexo de causalidade entre os factos e a sua autora que está nas mãos da Justiça e das autoridades fixar. Por tudo isso, este texto não passará de um marco de reflexão: por que acredito nas palavras de Gandhi de que, a cumprir-se a lei do olho por olho, todo o Mundo acabaria cego, optei por uma política de não afrontamento. Nem todos os membros do grupo tiveram a mesma postura, e seguiram as suas próprias viasAlguns houve que tiveram o seu próprio email e acesso violado, num crime de acesso informático ilícito, ao qual ficaram associadas uma sinistra assinatura, potenciada por múltiplas exposições ilegais de dados pessoais e publicação ilícita de correspondência eletrónica, com vista a difamação, injúrias, divulgação de pornografia e devassa da vida privada. A tudo isto se acumulou um agravamento de publicidade, perpetrado pela própria mão da criminosa, através do envio sistemático de mensagens falsas, provocatórias e ameaçadoras para listas de emails de pessoas próximas das vítimas. Dado isto, cada um seguiu a sua via pessoal de acusação e queixa judicial. Não os podemos, nem devemos, condenar.

Idade cronológica - é uma agressora que já ultrapassou os quarenta anos de idade, possivelmente, mesmo os 50. Tem perturbações de peso, fazendo a leitura dos outros, maioritariamente, através de critérios físicos e problemas de obesidade. As suas referências, gostos e estruturas mentais confirmam a estratificação datada da sua expressão verbal. Todavia, o problema circular recorrente, em redor de pormenores sintáticos ou ortográficos, para além de um qualquer fundamentalismo ortodoxo, pode ser mais facilmente analisável noutros fora, sobretudo psiquiátricos.

Idade emocional - a idade emocional não é passível de fixação, por muitas vezes apresentar evocações mais profundas, assentes num imaginário obsoleto, e bastante mais antigo, com toques calvinistas e puritanismos novecentistas. A sua estátua interior oscila entre uma muito baixa auto estima, vergada por problemas de obesidade e hipocondrias, e picos de ansiedade associados a crises de narcisismo exarcebado. Considera que o estado ideal do relacionamento social é o "anonimato", e que toda a existência se deveria centrar numa longa espiral, uma dia culminante na "Revelação" (?), esquecendo-se de que as relações sociais saudáveis são sempre incompatíveis com a existência absoluta de máscaras definitivasÉ esta distorção patológica da relação humana que ela obsessivamente projeta na realidade, para ela reduzida a uma mera e infindável sequência de sombras envolventes (?) cujos "crimes" (?) uma mão divina a incumbiu de desmascararNas entrelinhas, parece entrever-se um Bergmann de subúrbio, um Dreyer coxo e um Kierkegaard muito empobrecido. Descreve-se como "neurótica e afetada por períodos de férias, que a tornam insuportável. Não tem medo de bruxas, bruxos, demónios, 666, cemitérios, mas costuma ler ameaças nas entrelinhas de títulos de textos de blogues (basta passar com o cursor por cima, para verificar…)" (!). São frequentes as referências a depressão e tendências suicidas, enforcamentos, corte de pulsos, perfurações com agulhas de croché e ingestão de químicos Já foi aproximada, por psiquiatras, a uma possível estrutura "borderline". A construção de uma paixão por uma personagem literária é extraordinária, por que desfasada no tempo: remontaria a "Werter". Faz parte integrante dos anacronismos tipicamente identificadores desta agressora.

Idade mental - muito atida à idade emocional: assumidamente oscilante, entre uma espécie de criança mal envelhecida e o discurso de uma mulher madura, com picos de exaltação e longos patamares em que se revela deprimida e ansiosa, de classe média, predominantemente, média baixa, o que se enquadra nos mesmos problemas estruturais da sua idade afetiva.

Lugares e Geografias - É do Norte, mais especificamente, do Norte Litoral, com evocações locais muito precisas, no seu discurso, como Porto, Gaia, CarvalhidoRio Tinto ou Gondomar, entre outras. Desconhece-se morada, email, telefone fixo, ou portátil e não há qualquer imagem sua atual, se excetuarmos as das muitas máscaras com que se apresenta. Frequenta as lojas da Fnac, centros comerciais, pastelarias de bairro e lugares movimentados afins. A expressão "gaja louca" (do Norte) é-lhe, desde o início da perseguição, uma referência recorrente.

Cultura - Tem referências culturais bem marcadas, se bem que limitadas, e que revelam uma mundividência bairrista, atida a alguns lugares comuns de circunstância e algum "modismo" cultural. A sensação geral é de um provincianismo com pretensões, geralmente sufocantes e totalitárias. Sente-se que não frequenta as capitais, e que o seu mundo se esgota nas primeiras fronteiras. Tem algumas leituras e cultura cinematográfica específicas: numa das suas máscaras, chega a pretender incarnar "Allegra Geller", de Cronenberg, o que talvez seja uma das traves mestras da sua estátua interior, a ideia de uma "mestre de jogos", que levaria as suas vítimas a comportarem-se como queria, através de uma espécie de cordão umbilical inoculador. Na versão mais perversa, o próprio jogo gangrenado conduziria à destruição da autora e dos seus jogadores. Também não o conseguiu, exceto no que toca à sua autodestruição. As referências musicais, clássicas e da Cultura POP, são próprias e indiciadoras da sua faixa etária.

Profissão - as referências são vagas, e erráticas, pretendendo umas vezes surgir como um praticante de skate (!), com conhecimentos informáticos, (hansbeckert@gmail.com), ♥♥♥♥♂♥♥♥♥♥, outras, como um "homem" (?) com poderes inquisitoriais, ou uma "pianista do Norte" (?), ou ainda mais recentemente, como "uma professora louca do Norte", nas suas próprias palavras (napeidacurralia@gmail.com), Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ gitanadement Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ. Também aqui a imagética é indigente e não resiste a uma análise aprofundada. Numa abordagem mais vasta, e a confirmar-se este auto retrato, seria mais um caso de uma "professora" perturbada, para juntar à de Vila Real, que chantageava e praticava extorsão de pessoas, através da recolha de dados pessoais comprometedores, ou o outro caso, ainda mais complexo, que envolveu a sua vítima no Facebook, simulando uma apaixonada, depois falecida de cancro, e que a própria mãe e amigos consolavam na rede social. Por detrás desta proliferação de personagens, exploradoras da ilusão e de um luto, estava uma mesma professora (!) que, simultaneamente, conseguia incarnar a filha, a mãe e os amigos (!), e, perante o filho menor, mês após mês, trocava de telemóveis, imitava vozes, criava personagens, enquanto, diariamente, martirizava à distância o seu alvo obsessiv...

Temas - Os temas da agressão são pobres, monótonos e obsessivos. Oscilam entre fixações sobre a censura de uma eventual linguagem violenta, xenófoba, "diabólica" (?) e as fixações de caráter sexual e moralizador, estatisticamente muito frequentes. Um dos "leitmotiv" é o de estar a incarnar um familiar de uma personagem -- que nunca especifica -- e que teria, num dia remoto, sido "difamada", o que asseguraria à agressora uma legitimidade para perseguir a minha atividade literária, a minha pessoa -- ao ponto de me ameaçar desfigurar (!)... -- e a dos meus amigos "até ao final dos tempos" (!). Creio que na sua perturbação da relação também tenha projetado este argumento sobre os inúmeros alvos que foi escolhendo... Na verdade, mais do que uma justificação, esta constância acabou por se delinear como estruturante da própria perturbação, como alibi permanentemente repetido interiormente, perante o acenar da gravidade penal de uma leitura alternativa.

Perturbações (perturbações do sono) - a tipologia e os horários dos comentários, emails anónimos e outras publicações apontam para graves perturbações do sono, já que surgem ininterruptamente, durante o período noturno, em sinalizações horárias que atravessam a uma, as duas, as três, as quatro e as seis da manhã. A referência às 5 da manhã é estatisticamente menos relevante. Factor perturbador é a da leitura da persistência e quase ubiquidade, que mostra que esta criatura desviante consegue estar em múltiplos lugares, e em quase todos os registos do discurso, sobretudo os patológicos, sonambulamente centrados no período da noite.

Perturbação da afetividade - a frieza dos comentários e a sua cegueira revelam uma total indiferença pela presença e existência do Outro, enquanto ser sensível e viável. O seu íntimo alberga um monstro, delirante, ou não. Por outro lado, gosta de abraços e mimos e de ser tratada por "coisinha fofa". O choro continua a ser uma constante, desde o período em que se manifestava, perante figuras do meio musical do Porto, em crises convulsivas, por "paixão não correspondida"(!), e por todos os lugares da Blogosfera, até aos presentes dias.

Perturbação da sexualidade - as perturbações da sexualidade são, porventura, as mais evidentes, oscilando entre impulsos de desejo e derivas desviantes por temas complexos, como adiante referirei. Parafraseando-a, "amore mio, minha "coisa" selvatica, eu contigo fazia sexo lésbico, gay, hetéro, tântrico, em grupo, tudo tudo!!!!! ahahahahahaha..." É uma estrutura erótica assente claramente em relações sado masoquistas predominantes, e "tendências auto mutiladoras". Uma mórbida obsessão com gangrenas, cancros genitais e purulências consegue ser profundamente perturbadora. Eros e Thanatos estão aqui claramente mesclados. A culminar, mergulhará nas crises de incesto e homofobia, com recaídas em módulos de desejo lésbico, o que parece indiciar um atual descontrolo total da líbido.

Perturbações mentais - é a zona mais crítica, onde as opiniões se dividem. Há os dados estatísticos, que são relevantes, e há os traços próprios deste caso. Os mais frios apontam para um calculismo demasiado elaborado para poder estar associado a verdadeiras perturbações mentais. Talvez sim, ou talvez não, um cérebro doente pudesse estar informado de que os períodos de apresentação de queixa, na polícia, podem caducar, passados seis meses sobre o ato. Talvez sim, talvez não, um cérebro perturbado tivesse uma minuciosa preocupação com utilizar navegadores anónimos, proxies e sucessivas limpezas de cache. Talvez sim, talvez não, por que  o cérebro dos psicopatas tem uma pegada própria, que muito mima os traços desta agressora. Porém, a "perturbação mental" antes poderia estar a surgir como um alibi, para os episódios judiciais que se avizinham, e onde a agressora pudesse invocar a cláusula de salvaguarda da inimputabilidade, para o cúmulo penal a que se expôs. A ingestão de psicotrópicos, químicos, potenciadores de dietas radicais e de tóxicos indutores de estados alterados da consciência não é sinónimo de loucura, e explicaria, pela noite, muitas das crises psicóticas documentadas desta agressora. Descreve-se como "permanente, intermitente, mas não demente"... Esta nem sempre foi a minha posição, mas os tempos mais recentes parecem apontar para uma sua muito possível plausibilidade. Mais tecnicamente, os psiquiatras descrevem-na como "um caso anormal", o que, em Psiquiatria, titula um paciente com extensas zonas da personalidade intactas, que disfarçam os problemas profundos, os quais, quando, e onde menos se espera, têm uma crise explosiva, que subitamente põe a nu todo o seu horror existencial. Trata-se de uma espécie de arqueologia da psiquiatria, cruzada com o domínio forense, já que a zona doente destas pessoas pode apresentar risco. A perspetiva da "histeria epilética", "como se o próprio corpo fosse um vulcão que deixasse a lava escorrer continuamente, à espera de uma erupção que parece que nunca vai se concretizar", é do agrado de alguns especialistas, e, independentemente da penalização judicial, parece ser matéria suficiente para internamento. Trata-se de uma espécie de arqueologia da psiquiatria, cruzada com o domínio forense, já que a zona doente destas pessoas pode apresentar risco. A perspetiva da "histeria epilética", "como se o próprio corpo fosse um vulcão que deixasse a lava escorrer continuamente, à espera de uma erupção que parece que nunca vai se concretizar", é do agrado de alguns especialistas, e, independentemente da penalização judicial, parece ser matéria suficiente para internamento. Crê-se que a "louca do Norte" não seja mais do que um argumento cultivado, mas falhado, desta inimputabilidade penal, no momento do exercício da justiça. A agressora nunca poderá alegar que não foi atempadamente avisada das consequências.

Zonas de atuação - a agressora utiliza uma estratégia de "mancha de óleo": tendo-me tomado como centro da perseguição, passou às minhas conexões, ou, na linguagem do Ministério Público, aos meus "círculos sociais", estrutura mais abrangente, e envolvendo família, amigos, colegasconhecimentos profissionais e artísticos. Nesta voragem, passou a uma permanente devassa de quaisquer elementos que pudessem estar disponibilizados virtualmente, ou através das redes sociais, com especial enfoque no "Facebook". No extremo do delírio atacou e perturbou cidadãos que meramente pudessem ser homónimos (!) dos alvos que procurava (!)... Nesta vertigem, caso perturbador é certamente o do escritor José do Carmo Francisco, forçado a desistir da sua colaboração no blogue "Aspirina B", pelo simples facto de ter cometido o pecado (!) de ter integrado o júri da Associação Portuguesa de Escritores que me atribuiu um Grande Prémio de Poesia. Não menos graves são os do sociólogo e musicólogo Paulo Pedroso, um dos seus maiores alvos de ameaça verbal e física, do poeta Paulo Cruz, do artista Luís Prata, do cineasta Rynaldo Papoy, da pensadora Helena Feliciano, dos docentes Margarida Azevedo e Joaquim Carlos, da sindicalista Isabel Branco Pires, do político Eduardo Freitas, do professor e empresário Tiago Soares Carneiro, da modelo Karocha Diaz-Bérrio e das poetisas e pintoras Betty Martins e Manuela Baptista, com especial atenção para esta última, que, sem saber por quê, se tornou, no "Histórias com Mar ao Fundo", e nos últimos anos, alvo favorito de todas as ameaças, injúrias e provocações deste monstro. As caixas de comentários dos blogues temáticos "We Have Kaos in the Garden", "The Braganza Mothers", "Vicentinas de Braganza", "Arrebenta-SOL", "Democracia em Portugal", "Klandestino", "A Sinistra Ministra", "Democrato", "Histórias com Mar ao Fundo", "Infâmias", "Pérola de Cultura", "Paulo Intemporal", "Música Arcaica" e "Heart of Wax", entre muito outros, foram transformados num permanente inferno noturno de injúrias, obscenidades, ameaças e provocações. Ao contrário do José do Carmo Francisco, os autores não desistiram, e, como eu, continuaram, mas a massa de indivíduos atingidos, após 10 anos, tornou-se verdadeiramente assustadora. Um grupo de intelectuais e artistas de ambos os lados do Oceano foi realmente tratado por esta criatura como membros de uma qualquer seita ou sociedade secreta (!) A agressora parece espelhar um verdadeiro horror à cultura e à criação artística. Numa analogia arrepiante, este monstro, muito antes do próprio Daesh, já constituía uma genuína incarnação de muitos dos seus métodos. Por que estas coisas existem, e não foi só Hitler que mandou destruir arte, a Inquisição que mandou queimar livros, os talibans que fizeram explodir os Budas e os fanáticos que profanaram Palmyra: um monstro destes pode estar perto de si, e torná-lo, sem que alguma vez chegue a perceber por quê, no seu alvo. Tristes daqueles que atravessaram toda a sua existência sem nunca conhecer o verdadeiro poder da Música...

Construção do objeto da perseguição - a distância temporal tornou claros os procedimentos: um período inicial de "sedução", com vista a tentar recolher dados essenciais sobre a vítima; uma aproximação de círculos próximos da mesma, com vista a agregar mais elementos considerados essenciais; uma pesquisa autónoma e obsessiva, tendo como objetivo um cerco total da vítima, enquanto elo social, e um seu isolamento e destruição. Do anterior resultaram três zonas específicas e muito bem delimitadas, na construção da minha réplica no espaço mental da agressora: os dados reais, e correspondendo a fontes fidedignas, sobre as minhas pessoas pública e privada; uma transposição abusivas de hábitos de conduta de pessoas próximas de mim, e projetadas em bruto sobre a minha personalidade, e um terceiro núcleo, muito mais interessante, posto que nele pude colaborar ativamente, que são os dois ou três dados de monitorização, que sempre forneço, quando sou, circunstancialmente, compelido a cruzar-me com alguém cujo nível de segurança desconheço. Trata-se de um segredo e uma chave de segurança própria, que mais não é do que uma transposição da Lenda medieval do Galo de Barcelos, numa versão mais prática: tendo havido o crime e desconhecendo-se a identidade do criminoso, as luzes são apagadas, em redor do galo morto e assado, posto em cima da mesa. São os presentes convidados a tocar no galo, por que se crê que este cantará, quando for tocado pelo culpado. No final do ato, e acendidas as luzes, todos os que tocaram no galo, às escuras, têm as mãos manchadas da tinta com que ele estava coberto. São inocentes, sendo apenas culpado aquele que ficou com as mãos brancas, por não ter ousado tocar no galo... Aquilo que designo por ADN da agressão, e que são os elementos falsos, dos quais apenas a agressora está em posse, tornaram este assunto, desde o início, trivial. O olhar da Justiça, porém, avaliará isto, num tempo próprio e pelos seus processos específicos.

Objetivo da perseguição - este objetivo é difuso. Recorrentemente, a agressora fala de "vingança". Numa versão por confirmar pela Justiça, tratar-se-ia da vingança da "rejeição". Nas palavras da Judiciária, há uma clara "passagem de bestial a besta", o que também é um padrão de muitas agressões, como os tribunais revelam. Nesta hipótese, estaríamos perante uma Síndrome de Dalila, onde Dalila tentaria entregar Sansão, na impossibilidade de o ter. Acontece que esta Dalila é muitíssimo fraca e, por mais que sonhasse, Sansão nunca chegou a olhar para ela... Independentemente da precisão deste móbil é evidente, e persiste, uma longuíssima obsessão com a minha obra literária, com especial relevância para a obra heterónima. A perturbação da sua relação social tem um traço muito forte e característico: talvez traumatizada por eventos biográficos, ela sente-se mandatada (!), pela sociedade, como "inspetora", uma espécie de censora especial, com poderes extraordinários, não só com o direito de coartar o direito de expressão (e de existência) do outro, como, substancialmente mais grave do que isso, -- "LA MAMÁ TIENE SIEMPRE RAZÓN" -- com o DEVER (!) de o fazer... Assume ter uma "missão" de defesa (?) permanente e militante de personalidades como José Sócrates, António Costa, Jaime Gama, Paulo Pedroso, Ferro Rodrigues, Maria de Lurdes Rodrigues, Mariano Gago, Ana Gomes, Nuno Crato, Isabel Alçada, Paulo Portas, Clara Pinto Correia, Teresa Salgueiro, Katia Guerreiro, Mariza, Miguel Sousa Tavares, Bárbara Guimarães, Manuel Maria Carrilho, José Saramago e Pilar del Rio, entre muitos outros. Crê-se um verdadeiro Tribunal do Santo Ofício com a incumbência de zelar por este estado de coisas. A sensação geral é de desolação e a suspeita de uma patologia em que a agressora se sentisse num perpétuo estado de alerta inspetivo, do genérico ao minucioso. Ela encontra-se mergulhada numa ininterrupta morbidez censória. Ter-se-ia dado muito mal com todos os escritores portugueses, a começar por Gil Vicente, para não irmos mais atrás, e decerto a não terminar comigo...  Numa permanente espécie de desfasamento da realidade, um dos seus temas obsessivos é o de "ir revelar a identidade" do autor da produção heterónima (!) É um pouco como se todos os dias ela anunciasse ir denunciar Fernando Pessoa como o criador de Álvaro de Campos... Para nós não faz sentido, mas parece fazer, na espiral obsessivo-compulsiva em que a agressora se move. Efeito colateral desta obsessão foi a obra heterónima passar a ter um número crescente de seguidores e apreciadores, contrariamente ao desejo da campanha negativa empreendida pela agressora... Mais grave se torna a situação, quando ela também decide perseguir a obra publicada e a obra artística exposta, que ela define como "infâmias, heresias, insultos, gozações diabólicas e pornografia"(!), não poupando lugares, editoras e pessoas associadas. Ela exibe-se como todo poderosa, e através do seu mandato divino (?) aquela que acabará por eliminar a obra -- apesar de esta estar solidamente salvaguardada pelo Ministério da Cultura -- e, se possível, eliminar também o autor... Por todo este palco perpassa uma permanente tentativa de denúncia caluniosa, de modo a envolver a minha pessoa no seu hipotético cenário de transgressão. Por que, no final, a sua linguagem aponta para uma genuína vontade homicida de extermínio do próprio criador, dos seus amigos e relações. Talvez, num determinado momento do seu delírio, possa ter sonhado com uma obra comum, que lhe traria proventos financeiros. Nunca a terá. Na realidade, em tudo parece haver um modo de contemplação rancoroso de alguém definitivamente mal sucedido sobre os lugares e as formas do sucesso dos outros. Uma das matrizes da agressão, ao partir do pressuposto de que continua a haver uma linha secreta de contacto pessoal, e que, apesar do tempo passado, continua a ter acesso direto à vítima, e a "influenciá-la", são testemunhos de zonas danificadas da representação interior. Um dos veículos é a tentativa de enviar mensagens diretas, ou por interposta pessoa, à vítima. Há dez anos que o faz, incluída a fase de sedução, e incluídos os dias de hoje. Contrariando a versão corrente (e alibi) da "louca de Gaia", este monstro tem a precisa consciência de que só se vive uma vez, só se triunfa, ou falha, uma vez, e que o pior que pode suceder a quem se posiciona no centro de uma existência longamente fracassada é qualquer prova de sucesso dos outrosA sensação geral é a de um infindável solilóquio, pantanoso e insolvente. Há uma total ausência de luzA imagem que mais se poderia aproximar desta líbido sombria e falhada, recorrentemente anacrónica, e emocionalmente perdida na imaturidade das suas "evocações calvinistas e puritanismos novecentistas", é a do "Fantasma da Ópera", onde a vítima seria a sua Christine Daaé, que a sombra disforme iria tentando construir como personagem, a partir dos esgotos de Paris. Apenas os esgotos, e não os de Paris, se adequam ao "sucesso" da agressora no seu intuito... Outras versões são claramente menos românticas, e incluem alguns posicionamentos avulsos das polícias judiciárias: poderia, num eventual quadro há muito ultrapassado, deixar prever que a agressora teria tido a intenção de exercer chantagem financeira, com vista a guardar silêncio sobre temas de que se creria detentoraOutra versão fala de uma expectativa de ser agredida pelos atos praticados, com inversão do cenário de culpa. Não excluo a hipótese, mas continua a não ser a que mais me motiva. Para todos os efeitos, falhou, como falhou em quase tudo o que intentou, neste processo nihilista.

Meios - os meios utilizados são os informáticos, proxies, lugares de navegação "invisível" (!), anonimizadores, navegadores da Dark Web (Tor), falsos perfis, falsos emails, comentadores anónimos ou com máscaras recorrentes, metodicamente injuriosos, difamadores, perturbadores, devassadores e ameaçadores. Faz parte do perfil da agressora gabar-se de que nunca seria apanhada pelas autoridades (!). Em junho de 2012 recebeu um severo aviso da "Google", que eliminou sumariamente um dos espaços utilizados, desde 2007, para o exercício brutal da sua ameaça e agressão. Neste entretanto, incorreu numa multidão de outros cúmulos jurídicos, dos quais, no referido cenário de "mancha de óleo", não sou o único implicado.

Linguagem - linguagem perturbada, com evocações eruditas, e utilização de línguas cultas, mas uma matriz brejeira, escatológica e obscena, com obsessões de teor sexual prevalecentes. Há um desvio na direção da coprolalia, que deixou que se aventasse a hipótese de uma Síndroma de Tourette. Visões juntam-se a este vocabulário mórbido, incluindo "cuspir sangue, dores vaginais, cancro de mama e genitais, noites insuportáveis, madrugadas frias, choro, gritos amargos, estaladas durante o sono, campas, cemitérios, fel, sombra e tormenta. Diarreias, flatulências, eructações, maus cheiros vaginais, pus", insuficiências higiénicas de pés e de roupa interior são lugares recorrentes. Confessa ter mau hálito. As imagens religiosas traumáticas são recorrentes, envolvendo Deus, a Virgem Maria, figuras do imaginário cristão e com referências explícitas a seitas, como a Opus Dei.

Injúrias - bastante variado, o vocabulário injurioso associado à minha pessoa é bastante vasto, embora acabando, ao fim de dez anos, por se ter tornado monótono. Cobre, numa recolha sucinta (?), as seguintes: bandido, fantoche, palhaço, pulha, bandalho, falso, hipócrita, incompetente, sonso, asqueroso, obsoleto, puta, chulo, cabrão, cobarde, estúpido, inexperiente, mentecapto, imbecil, atrasado mental, esquizofrénico, psicopata, besta psicótica, pedófilo, bicha, picolho, rabeta, eunuco, toupeira albina, porco, difamador, caluniador, injuriador, reles, racista, rato de esgoto, bimbo, grunho, pretensioso, cínico, ridículo, triste, patético, parasita, seboso, senil, decadente, piroso, aborto, ruim, sacana, palhaço, monstro, besta imunda, porcalhão, feioso, galdério, rebarbado, renegado, suburbano, parodiante, doente, sifilítico, sidoso, vómito negro, putrefacto, filho da puta, prosador minimal repetitivo, sucateiro dos pincéis, osga das letras, mísero balde de pus...


Os padrões dos comentários - por mão heterónima, já um dia fiz uma exegese dos padrões pretensamente diversos, mas, na realidade, muito limitados, das intervenções da perseguidora: há o comentário exaltado, que leva a que suponhamos que o nosso texto desencadeou revoluções; temos o comentário erudito, que nos leva a crer que nos movemos numa irremediável menoridade literária e intelectual; reconhecemos o grito da maçada, do não-estou-nem-aí, que pressupõe um penar, desse leitor/a até a um tempo ainda mais longo do que o de Prigogine, para que pudéssemos ser... alguém; temos o comentário didático, que se solta de um teclado com pretensões e se esgota na mossa emocional que tentou provocar; lemos o comentário da ameaça, que deixa pressupor, quando vamos para a cama, uma multidão de "jack-the-rippers", a perseguir-nos, mal a próxima manhã se levante...; há a ofensa cobarde, que tende para semear a desmoralização; há a máxima vexatória, que incide sobre supostas deformidades físicas, intelectuais ou sociais; há o dedo acusatório do "sei-tudo-sobre-ti", que mais não pretende do que semear o desânimo e a dúvida; há o comentário obsceno, que nos atirou para uma escatologia enformadora de um civismo da Cauda da Europa; há o intelectual, que nos faz perder, nas suas teias perturbadas, as hipóteses sensatas, levantadas por um normal texto simples; há a meia linha erudita, que nos recorda nada termos lido, e a meia linha néscia, que nos faz pensar que lhe faria bem a ela ter lido mais um pouco...; há a conciliadora, que parece vir em auxílio do cenário de desordem, que a mesma mão semeou, através da diferentes máscaras e há a agressão pura, nihilista, que deixa antever que não é só texto que deve ser destruído, mas o próprio espaço onde foi publicado e a própria mão que o escreveu. Não serão os únicos -- não estão aqui incluídos os que derivaram para as parafilias e o incesto --  mas servirão de guia, para quem se queira aventurar pelas hiperligações desta monstruosidade.


Catalisadores - estão identificados os principais temas que despertam os episódios pletóricos da agressão. Pode girar, meses após meses, em redor de uma mera gralha ortográfica. Os excessos de linguagem estão frequentemente associados a referências a viagens, lazer, juízos de caráter cultural ou nomeação de figuras que parecem fazer parte do imaginário da agressora. Singularmente, o seu transtorno inclui uma admiração pelo casamento ideal (?), entre Bárbara Guimarães e Manuel Maria Carrilho (!). O tema "férias" e deslocações ao estrangeiro igualmente continuaram, ao longo de 10 anos, a despertar reações violentíssimas. Como autor de célebres textos críticos, integrantes da minha docência Estética, contra José Saramago, Agustina Bessa Luís ou Manoel de Oliveira, entre outros, fui sistematicamente atingido por picos inquietantes de ameaça e verbalização. A satirização de cenários políticos é invariavelmente despertadora e acompanhada, por parte desta mente perversa, de momentos exacerbados de agressão.


O equívoco psicanalítico - o primeiro equívoco é analítico e genérico: ao permitir , na Aldeia Global, hipotéticas linhas diretas, parece dissolver fossos e distâncias. Há um lado real nesta presunção. Na verdade, essa ilusão da proximidade permite construir monstros. Este acreditou que se tinha aproximado de mim, ao ter-se aproximado de uma das minhas personagens literárias. Começou a tratá-la por "tu", e caiu na sua própria ratoeira. Certamente não poderei ser responsabilizado pelas derivas da imaginação dos outros. Por outro lado, e também não sendo apanágio deste caso, a inexistência de um nexo imediato de causa/efeito tem funcionado na agressora como um sistema da libido onde não existisse o superego. Uma inexistência de respostas imediatas, como estratégia dos agredidos, ou uma dessincronização entre os tempos da punição e a roda livre da ação, levam a agressora a acreditar numa constante impunidade, o que mais lhe aumenta a adrenalina do delírio. Vive numa sensação de dominar o pensamento mágico, e de sempre se conseguir esgueirar pelas frestas do engenho. Numa leitura simplista, este monstro, de líbido falhada, move-se numa esfera onde o seu desejo mental nunca fosse contrariado, e, antes, permanentemente, se auto alimentasse.


Máscaras e envolvente - não estamos perante uma escritora. Na generalidade, a escrita tem sexo, como a Arte, aliás, tem o seu género. Costuma citar-se Chopin e Georg Sand como lugar da inversão do tipo. No meio, mas não no início do percurso, encontramos "Allegra Geller" e o seu dual, a miserável "Messalina", rosto cobarde do colapso do primeiro "The Braganza Mothers". A multiplicação sucedeu-se, já que a agressora tem uma predileção por máscaras infantis e juvenis, oscilando entre o adolescente irreverente e o jovem adulto impiedoso, com toques informáticos radicais. Há sempre, no meio, um "padre" ou um "sacerdote" vingativo, evocador de tribunais e da Santa Inquisição, e do percurso muito atormentado da agressora. Tentou glosar os próprios heterónimos, bem sucedidos, do autor, para lhe fazer crer que lutava contra as próprias personagens (!), mas, mais uma vez, fracassou. Falou de "cinco perfis", um deles mais fraco do que outros, e de "muitos e pouco belos". 
A partir de 2012, com a utilização do navegador "TOR", a agressora desenvolveu os perfis de agressão do Semanário "Sol", "Coisinha Fofa", "Heliogabalus", "Lola Chupa", "Laura Bouche" e "Semiramis", entre outros, todos monótonos e debitando sempre o mesmo discurso de ameaça e rancorHá momentos em que reconhece padecer de um efetivo desdobramento da personalidade, que iria abarcar estas cinco entidades, uma das quais sempre descrita como "mais fraca" do que as outras. Nas personalidades "masculinas" (?) mal conseguidas, há uso de diferentes sotaques: do Porto, brasileiro, castelhano, ou, mais raramente, inglês. Usa, ainda, citar em francês, e revela bom conhecimento de Latim. São mais, sempre mais, tantos os múltiplos gmail que ela usa. O receio fez-lhe posteriormente ocultar os perfis, mas os emails incriminadores persistiram. Para alguma coisa os enormes recursos do "Web Archive" servem. Na fase final da sua decomposição, optou pelas "ciganas", avatares femininos feridos de uma mesma insuficiência de meios. É uma espécie de Carmen incestuosa, monocórdica, sem imaginação, e mergulhada numa lenta agonia. Na sua vertigem operática, esqueceu-se de interpretar a mensagem de "Parsifal", que talvez lhe tivesse servido de enorme lição... Tecnicamente, as lacunas de teor criativo -- não estamos perante um Fernando Pessoa ou um Shakespeare, mas muito mais perto das limitações estéticas de José Saramago, cuja pobreza de discurso e recursos acaba por roçar -- impediriam que as personagens resistissem a grandes extensões de percurso. Como Hitler, a artista falhada não consegue conceber quaisquer obras, mas apenas reproduzir os mesmos monstros, idênticos, soturnos, angustiados e monótonos. Ao fim de um tempo limitado e de um número reduzido de intervenções, os disfarces vão-se dissolvendo, e cai-se nos dois ou três lemas mono temáticos da longa agressão: as ameaças, as suposições de cariz sexual e a tentativa de amedrontar. Nenhuma destas máscaras resistiu ao tempo nem à identificação que as investigações fizeram dos emails utilizados. No final da caminhada, as máscaras confluem inevitavelmente com a obsessão do discurso: género feminino, uma mulher envelhecida, frustrada, com insanáveis insónias e crises de ansiedade, prisioneira do seu corpo e do seu fracasso existencial -- "pobre da velha do canivelo" (?), como se auto descreve --, casada e com um filho menor, com o qual, ao cair da noite e da máscara, confessa começar a ter reprováveis fantasias de teor sexual (!)...

O xadrez da líbido - é complexo, numa primeira análise, mas finalmente trivial. Atem-se sempre a várias morfologias do desejo frustrado. Embora não viva isolada, mas inserida num ambiente familiar convencional, sobre o qual diz projetar os seus terríveis fantasmas, na verdade, o seu imaginário envolve sempre a expectativa de um parceiro mais novo, com interesses físicos e culturais relevantes, mas sempre a par com o conforto financeiro e os horizontes culturais de um macho dominante. Teve cúmplices, sobretudo no ato isolado que, entre entre 7 e 11 de junho de 2007, introduziu a miserável "Messalina", no plantel do blogue a que pertenciam, mas também esses não duraram mais do que um par de meses. A silenciosa Elena Ekdahl é posterior a essas datas e manteve-se até ao fim sumário do espaço. As personagens utilizadas nesta fase, de sedução, são sobretudo femininas, exóticas ou marcadas por uma qualquer patologia, dor, cancro e sobretudo depressão. ao contrário das personagens da agressão, tendencialmente "masculinas". O imaginário da construção das máscaras é delimitado, e atido aos arcaísmos, anacronismos e isolamento da sua estátua interior. Por vezes, é a pseudo menina que comete uma pequena falha de expressão, e aguarda que o macho culto a corrija. Noutros casos, inclui bruxas e "unawicas",  verdianas, ou "japonesas" e "chinesas", com confrangedoras referências puccinianas. O cenário mais desfavorável é o da conjunção entre o macho envelhecido, sexual e financeiramente desinteressante, a par com a inacessibilidade da efebia. A deriva pelas fantasias e parafilias é gigante, numa permanente confusão entre o excessivo, o religioso, o proibido e o doentio: masturbação com pensamentos em violações coletivas por grupos de homens; sexo oral com grandes formatos africanos, “levar porrada dos amantes, enquanto guincha como uma porca”; sexo oral, simultaneamente com o Menino Jesus, São José e o burro, ou, melhor ainda, como diz, "uma geraldina ao presépio todo…" (!) Há também zoofilia, atos envolvendo os Reis Magos; sexo oral e vaginal, com esperma de Jesus Cristo, na Cruz (!); cenas de lesbianismo, envolvendo a Virgem Maria em sexo oral e anal com a mesma; escatofilia, com excrementos e flatulências de Jesus Cristo e da Virgem Maria; Infidelidade conjugal com coito anal com Satanás, Deus Pai, e Abraão, etc, etc. etc. Não passa, apesar de tudo, de um Sade menor e sufocantemente frustrado. No final, todos os géneros da agressão e do desejo se confundem e esta mórbida confusão entre os patamares da afetividade e da religiosidade dão finalmente corpo à imagem latente e recorrente de "fazer sexo oral ao Menino Jesus nas palhinhas": para lá da longa impossibilidade real da consumação do desejo com parceiros mais novos, mesclada com a profanação dos ídolos religiosos, a criatura deixa-se finalmente conduzir ao encurralamento de dar corpo à sua terrível deriva presente de incesto, com o projetar dos desejos proibidos sobre o filho menor...


Cronograma da ação - Transcrevem-se as palavras, sem qualquer comentários. São eloquentes: "Até ao fim dos tempos, atrás de ti, sombra da tua sombra, a sombra da tua peida cancerosa, eu sou as 7 pragas do Egito e a alma da puta da tua mãe a penar no inferno de um deus menor e porco, como ela porca foi toda a vida; sou ser vil e asqueroso, besta demente e malsã, eu sou tudo e o quase nada, vingativo e rancoroso. Sou a tua cruz, a tua cruz, sou o louco que te perseguirá para todo o sempre! Sou o teu louco malsão, só teu, sempre atrás de ti, aninhado no teu medo, sempre, sempre, e a saltar-te para a sombra a qualquer momento!..." Isto é muito pesado e profundamente agressivo. Na verdade, é inquietante, e aguarda-se o travão da Justiça, por que, "até à eternidade" é realmente muito tempo, sobretudo, na parte final, como costuma dizer Woody Allen…

Longevidade - 10 anos, num processo destes, é decerto um caso anómalo e de referência, tratamento que os órgãos de comunicação social lhe têm dado. Poderá explicar-se por duas fases, a primeira, devida ao delírio, a segunda, pela angústia e real impossibilidade de parar, dada a colossal massa de delitos já cometidos e de pessoas agravadas no percurso. São as condições clássicas da tempestade ideal e o cenário típico de uma fuga para a frente. 
Diz-se que para os loucos o tempo não existe, e ficam, para sempre eternamente agarrados ao tempo obsoleto de um trauma passado. Talvez seja verdade. Na sua derradeira fase de impulso e desespero, sonharia, mais uma vez, com que o autor "apagasse" (?) a sua obra ("tudinho o que escreveu na Blogosfera" (!). Falhou, mais uma vez.

Defesas - uma das grandes defesas tem sido o caráter exibicionista da criatura: como qualquer grande transtornado, ela costuma "avisar" onde, e como atacou, ou irá atacar. A mancha é devastadora, e não deixa de surpreender a quantidade de tempo e energia emocional despendidos para... nada. Por outro lado, o caráter disjunto dos nossos círculos sociais e culturais, a efetiva distância geográfica e a inexistência de qualquer contacto físico, atual, ou passado, impediu que o monstro acedesse à parte privada dos nossos dados. Na verdade, em 10 anos de assédio, ela evoluiu muito pouco na apropriação de dados objetivos e concretos, o que constituiu, mesmo na opinião dos juristas e das polícias, uma das nossas maiores defesas naturais. Os recursos limitados, a monotonia dos temas e o fraco alcance dos meios permitiram uma rápida imunidade ao núcleo da perseguição, o que passou por estratégias elementares de não leitura das agressões. Pessoalmente, não acedo, senão esporadicamente, à leitura do que é emitido pela criatura, desde a altura da queixa, em 2012. O seu destino imediato são os apensos no Ministério Público. Há, certo, breves consultas diagonais, e um trabalho de grupo de referência, no qual muito agradeço aos que me têm ajudado e protegido do contacto com esta permanente ameaça e agressão, sem que, no entanto, os marcos notáveis não tenham deixado de ser continuamente referenciados e permanentemente publicitados, no espírito cívico que preside a este espaço.


Os erros - Não, as mulheres não atendem mais aos pormenores. Sabe-se que pode passar meses em redor de uma gralha ortográfica. Pior será o que já não pode corrigir. Numa política de prudência de não publicação sistemática, ou publicação aleatória dos comentários provocatórios, difamadores, injuriosos e ameaçadores criou-se uma cortina de opacidade sobre as intervenções. À enorme massa de intervenções criminosas produzidas a agressora não tem, de facto, qualquer acesso, exceto quando as decidimos disponibilizar, e não pode assim exercer a compulsividade do seu típico "olhar lupa". Escreveu-as, e não tem qualquer acesso a revê-las, ou corrigi-las. Estão religiosamente guardadas: apenas podemos reafirmar que os descuidos, as pegadas e as assinaturas digitais são enormes e confrangedoras. É pouca, muito pouca e pouco bela. Apenas uma coisa se pode afirmar: a de que ela perde sempre. Perdeu, quando violou o gmail de um membro do "The Braganza Mothers", publicou obscenidades em seu nome e o continuou a usar na perseguição; falhou, quando enviou, para terceiros, emails difamatórios em meu nome e no de outros lesados; não atendeu aos pormenores, quando se esqueceu de que o Statcounter da sua sórdida intromissão no "Vicentinas de Braganza" não estava registado em seu nome, e deixou nos registos os nomes, IPs e referências da sua casa e trabalho. Bem pode, a partir de aí, ter estado a acrescentar noites de insónia às suas noites de insónias, numa vã tentativa de tentar apagar desenfreadamente todos os rastos. Entre estes, e muitos mais erros, estão, de facto, todos os elementos verdadeiramente interessantes em tribunal. 


Prejuízo global - depois deste jogo prudente de defesas, poderá perguntar-se onde conseguiu este monstro interagir com as pessoas que tomou como alvo. A resposta é sobretudo a de uma questão atmosférica: o permanente recurso a proteções, não impediu que a criatura se mantivesse ativa. Numa metáfora mecânica, é como se estivéssemos perante um motor a quem há muito cortamos as correias de acesso aos eixos, e mesmo assim continuasse a rodar, na máxima potência. A poluição atmosférica tornou-se monumental, o ar irrespirável e malsão, e não a conseguimos ignorar, por mais que tentemos, por que ela continua ali, obsessivamente, num processo de permanente suicídio público. A desagradável sensação de fundo é a da patologia de alguém, ou algo, permanentemente imerso numa forma irreparável de pornografia emocional, que, noite atrás de noite, tivesse de se manifestar descontroladamente na sua relação com os outros. O peso desta monstruosidade no nosso quotidiano é o de algo, totalmente arredado das regras da civilização e do são convívio entre humanos, desconhecedora do humor, confundindo ficção com realidade, obras e autores, esfera pública e esfera privada, que tivesse decidido entrar num processo de decomposição exposta, mas não solitária. Como os monstros do Daesh, ela teria decidido um dia, não se saberá nem quando, nem por quê, levar para o seu abismo todos os que tomara como alvos. Só uma imagem como a da tortura chinesa, em que o condenado era amarrado a um cadáver em decomposição, para que com ele, lentamente, se putrefizesse, teria paralelo com o processo encetado por esta besta. Como amiúde diz, "quem a conhece apodrece", o que nos dá a segurança de a não conhecermos, nem estarmos interessados em conhecer, mas, na posição socrática do γνωθι σεαυτόν,  revela um profundo conhecimento de si mesma... Nós c
onseguimos sobreviver, conseguimos tornar-nos imunes a esta podridão atmosférica, mas o esforço foi colossal, e deixou marcas. A perturbação gerada por uma perseguição destas é equivalente ao desconforto gerado por uma residência, onde, ao lado, estivesse um recém nascido invisível, mas sensível, permanentemente em crises de choro e angústia. Ao longo de dez anos. Este monstro só tem par com os assassinos que entraram pelas portas do "Charlies Hedo" e metralharam todos os que pensavam de forma diferentePor mais que nos tenhamos defendido, esta aberração tentou conspurcar-nos dez anos das nossas vidas. Cremos que é para o ressarcimento destes estragos que as indemnizações cíveis foram justamente criadas...

Inteligência - é o único ponto em que há consenso: se ela apresentasse uma inteligência relevante, nunca se teria envolvido num processo com o risco e as custas deste...

Alterações inquietantes - poder-se-ia dizer que, ao longo de anos, a pobreza e a monotonia nunca apontaram para um verdadeiro devir: mesmo através da multiplicação das máscaras, os dois ou três focos compulsivos mantiveram-se. As grandes alterações deram-se, sobretudo, a partir de 2015, em que os temas obsessivos subitamente se concentraram, e pareceram cristalizar, e algumas constantes erráticas, nunca perfeitamente explicadas, como o apelo a "dinheiro", (o que finalmente daria corpo às teses que apontam o móbil da extorsão como explicação para a minha perseguição...), ou, bastante mais grave, o tema "pedofilia" (e mesmo um email de referências cinematográficas, como hansbeckert@gmail.com), ♥♥♥♥♥♂♥♥♥♥♥, ganharam corpo e as palavras fatídicas e ameaçadoras finalmente revelaram o seu sentido. Como ela profetizou, em 2007, "nem tudo o que ostenta, faz alarido, parece, é. Às vezes o ruído, o "bater de pratos", a indignação, correspondem ao desejo de esconder, de abafar - com muito, muito barulho - algo de absolutamente inaceitável": por que, numa mistura explosiva com blasfémias, iconoclastias, desvios da afetividade e parafilias, por fim surgiu o tema secreto, grave e monitorizador, deste discurso perturbado, uma espécie de Ovo de Colombo de todo este cenário gangrenado, e o verdadeiro centro dos distúrbios, o tema do incesto "com o filho menor". O email associado a esta monstruosidade é, mais uma vez, napeidacurralia@gmail.comƸ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ gitanadement Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ, (um dia obtido por violação de um perfil da equipa "The Braganza Mothers". As imagens são perturbadoras e são aqui apenas referidas, a título de exemplo: voyeurismo e incesto, através de práticas anais entre o marido e o filho menor; Incesto a três, através de prática oral simultânea, com o marido e filho; Incesto entre o marido e o filho (sexo anal e oral). Dos factos associados a este agravamento, e no cumprimento do previsto no artigo n.º 66º, n.º2 da Lei de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo, após ter dado publicidade na entrevista concedida, em julho de 2016, à SIC, dei conhecimento, remetendo para as autoridades competentes.

O agressor entrou na sua rota final. Na verdade, ela já padece da maior pena que alguma vez lhe poderia ser aplicada, a privação objetiva do sono e do repouso. Se tudo o que está aqui escrito é monstruoso, é apenas um ligeiro resumo da monstruosidade que foi vivê-lo, ao longo de dez anos. 
Dez anos de atentado, permanente, premeditado, e consumado contra o bom nome, a qualidade de vida e a segurança dos seus alvos. Todos os lesados aguardam agora pelo exercício da Justiça. Como aconselham diversos juristas, chegou a altura de ela se entregar e confessar a sua culpa, para, o mais rapidamente possível, se poderem negociar as atenuantes possíveis. Esta história, por seu lado, continuará, antes de culminar no livro que se anunciou: é certamente um roteiro do pior que a Natureza pode apresentar sobre a Humanidade, a de que o contorno humano não implica, necessariamente, a existência de um ser humano, antes uma longa agonia, de terríveis processos, de uma forma mimética e degenerada, naquilo que Hannah Arendt friamente resumiu como "a banalização do Mal", que, nas palavras aqui deixadas, se encontra dramaticamente testemunhada.



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