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domingo, 19 de novembro de 2017

a rã a cantar num bote verde-folha

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Este inverno não hiberno, coaxou a rã. Não durmo, não tenho sono, tornou a coaxar a rã. As canas de água dançaram com o vento e ao longe, um rapaz assobiou. A rã apanhou duas folhas soltas e, num impulso, foi viajar.
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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Bom dia, João Lourenço. "The Braganza Mothers" agradece-te que continues :-)

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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Diário do fim do Mário Nogueira - Em nome da saúde física e mental deste país, este blogue apoia a imediata saída de palco dos badochas Mário Nogueira e Arménio Carlos

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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Olha, prenderam o Mugabe!... A que tratador é que o gorila mais velho do Zoo terá deixado de servir, hein?... :-)

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domingo, 12 de novembro de 2017

o rapaz, o cavalo branco e os negros como breu também

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Quando nasceu, o céu coloriu-se de azul-marinho e por uns momentos dir-se-ia que a linha do horizonte se desvanecera e os habitantes da terra seriam peixes e que acabara de chegar alguém marcado com um sinal.
É um bom presságio, disseram os homens que cultivavam os campos levantando a cabeça e logo continuaram a cavar e a semear. Não se interrompeu o curso dos ribeiros nem tão pouco se alterou o sentido do vento.
O pai prometeu-lhe um cavalo branco e enquanto a mãe dormia, as mulheres da casa riram-se e troçaram, imaginando-o tão pequeno montado num potente corcel.
Cresceu manso e pacífico sem ter de enfrentar perigo algum, mas inquietava-se o pai que sabia a fortaleza frágil, temia a cedência dos baluartes em forma de estrela e as colheitas pouco abundantes.
Aos oito anos o cavalo era de sela, baixo como ele, que assim aprendeu a trotar e a galopar.
Aos dez, o cavalo era alazão e montava-o sem sela nem freio, sussurrando-lhe palavras doces, como doces os rebuçados de melaço que lhe enchiam os bolsos, recompensando aquele que se deixava cativar. O desejo que as pernas lhe crescessem fortes e saudáveis era tão grande, que todas as manhãs se levantava ainda todos dormiam. Nem servos, nem senhor davam por isso e o rapaz corria como um potro selvagem pelos carreiros, os campos de centeio, à volta das árvores do pomar, subia aos torreões onde uma eterna bruma lhe fazia companhia.
Das armas defensivas preferia o arco. Ágil e o olhar certeiro, mas incapaz de atirar a uma gazela ou sequer um urso e o pai lançava-lhe um grito.
- Como poderás defender esta cidadela e a paz que nela reina, se alguém nos atacar?
O rapaz não sabia responder. Contudo, não se inquietava e na manhã em que completou dezasseis anos o pai deu-lhe um cavalo branco, porque aquilo que se promete deve ser cumprido, sob pena de descrédito e mágoa.
Foi tanto o brilho que lhe sobejou nos olhos, que as lamparinas se apagaram nos corredores e nos salões, nas cozinhas e nos quartos, claro como se fosse dia. Assaram dois bois, o vinho correu nos jarros e nos copos e de todos os cantos da fortaleza chegaram os convidados, dançaram e cantaram e pasmaram perante a beleza de um cavalo assim.
O rapaz cresceu ainda mais do que as suas pernas, enfeitiçou o cavalo branco e os dois eram a mesma voz que sussurrava desígnios na aurora dos dias. Ousaram até sair das muralhas protetoras, chegaram ao mar e aos portos de pesca e num campo onde pousavam já as folhas vermelhas de um fim de tarde, encontraram os bandos de cavalos negros como breu, que se diziam valentes e com fama de invencíveis.
Depois vieram tempos duros. Por mais que os homens trabalhassem, os celeiros permaneciam quase vazios, cada pão dividia-se por dois e cada dois, por quatro e alguns murmuravam:
- Se vierem os nossos inimigos, de que nos vale um cavaleiro e um cavalo, se o cavaleiro é tão manso que não ousa atirar a matar e o cavalo é apenas belo e branco?
O rapaz fechava-se a estas vozes vãs e todos os dias patrulhava a muralha para cá e para lá e os campos de centeio, os pomares e as hortas, certo de que um dia teria de enfrentar o medo.
Quando os viu muito ao longe, não se sobressaltou, não gritou, não acendeu fogueiras, não deixou cair um lamento. Segredou longamente ao ouvido do cavalo branco, que ouvindo batia com o casco dianteiro no chão em sinal de assentimento e partiu à desfilada, virando apenas uma vez a cabeça para trás, as crinas espantadas ao vento.
Eram milhares e armados, de espadas, arcos, setas, facas dentadas, lanças e venenos. O ruído que faziam assemelhava-se a uma tempestade seca, à fúria cruel dos deuses. Mas quanto mais se aproximavam, menos viam e no lugar onde pensavam existir a cidadela, vislumbravam apenas uma escuridão cerrada como breu, onde nem um simples malmequer se abriria.
- Fomos enganados. Aqui existem poços fundos e negros e do nada, nada se pode roubar. E retiraram-se, acabrunhados, sujos e feios. 
E só quando os pressentiram muito longe, desarmados e derrotados, os cavalos negros como breu relincharam e gritou de alegria o rapaz e empinou-se o cavalo branco, deixando a descoberto a cidadela que protegiam.
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sábado, 11 de novembro de 2017

Diário do verdadeiro estado de coisas, durante o pântano mal assumido da "Geringonça" - Sim, o Proença de Carvalho é um dos que está sempre metido em tudo, e, quando se espreme bem a coisa, vem também sempre o Balsemão atrás, Porca miséria :-)


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Apesar de tudo, o grande empenho das órgãos de intoxicação social tem sido mesmo reabilitar o Galamba, mas vai ser muito difícil: de entre os 199 escutados da "Operação Marquês", era mesmo  ele que enviava os sms ao Sócrates, para se prevenir, quando saía das tertúlias do bem bom com o João, filho do outro, o Vítor Constâncio, e ia escrever textos mano a mano, no blogue "Jugular", da Fernanda Câncio, e essa é que é essa :-)
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terça-feira, 7 de novembro de 2017

7 de novembro de 2017 (Calendário Gregoriano) - competam-se 100 anos sobre a data juliana da Insurreição Bolchevique de 25 de outubro de 1917. Longa paz aos milhões de vítimas desse genocídio

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domingo, 5 de novembro de 2017

conto antigo

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Os mais velhos dos muito velhos recordavam-se ainda do grande fogo, não porque tivesse sido maior do que os outros que tinham sofrido, mas porque trouxera consigo um sinal de mudança.
A trovoada rebentara, súbita, forte, seca, desapiedada dos homens, vingativa para com as bestas. Sobre as cabeças há pouco ainda adormecidas, inquietas agora, o intervalo entre o trovão e o relâmpago era nulo e num presságio de desgraça, a eletricidade dos elementos colou-se-lhes à pele e da pele ao medo e do medo ao choro dos recém-nascidos e nos palheiros de pedra cobertos de colmo o fogo ateou, inflamou o que estava apenas entorpecido. A palha dos colchões e das almofadas, as arcas da roupa branca, a mesa da cozinha, o armário dos pratos. O azeite das candeias, as velas de todos os santos. A água dos poços fervia, os cães uivaram três noites, porque o fumo e a cinza não lhes permitiu que se apercebessem do dia e na face esquerda de todos os meninos apareceu uma marca desenhada a quente, a cicatriz da desolação e perguntaram-se, porque é que nos aconteceu isto?
Muitos de entre eles morreram para salvarem quase nada, um livro, um berço, um tambor, um coelho branco, uma ave, um poema de amor.
Na manhã do quinto dia, o desenho das lágrimas vincado nas maçãs do rosto, uma mulher que embalava um sonho, cantou, os homens disseram, endoidou, e a cicatriz na face das crianças começou a desvanecer-se, a purificar-se.
E foram elas que iniciaram a reconstrução. Procuraram as pedras mais leves, inseriram-nas no intervalo dos blocos maiores, taparam os buracos, ergueram paredes e construíram uma pequena torre no cimo da qual hastearam troncos de árvore queimados porque panos não havia.
Foi o princípio da cidadela, da fortaleza que os protegeria das agressões exteriores, porque das que surgem de dentro nunca as saberiam explicar.
A partir dos vértices de um triângulo equilátero, dois virados para o mar o terceiro apontando a terra, construíram pesados muros de pedra ligados por baluartes em forma de estrela. Preservaram as cisternas com tetos abobadados para que a água fosse pura, ergueram celeiros e armazéns e reconstruiram o castelo. Os campos voltaram a ser cultivados, a cinza fertilizou os pessegueiros e as amendoeiras e nas figueiras eram doces os figos lampos.
À volta da cidadela e em todo o seu limite escavaram um fosso, na inutilidade perfeita de um ato que impedindo a entrada de quem agride, reduz a possibilidade de se poder sair.
Pagaram pesados tributos aos senhores de outros reinos, mas não se deixaram abater na inocente intuição de que não existem castigos divinos, mas uma conjugação de elementos com os quais se escreve o destino. Fundiram o ouro e as joias, desnecessários perante o brilho nos olhos das raparigas, nos fios de luar pousados na cabeça dos velhos, nos anelados cabelos das crianças brincos de princesa quando adormecem ao colo do pai.
Foram prósperos os tempos que se seguiram, duas gerações nasceram e outras duas morreram e o dia do grande fogo era sempre celebrado. Hasteavam as bandeiras nas janelas do paço relembrando os meninos da pequena torre, abriam os pesados portões e davam brilho às fechaduras. Vinham malabaristas, saltimbancos e outros artistas, serpentes, águias e cavalos amestrados que depois fugiam num anseio de liberdade e vento.
E os mais velhos dos mais velhos não dormiam e vigilantes ao som das tempestades, continuavam a ouvir a voz da mulher que cantava a noite ardida, parada no tempo à espera do jovem que ela amava antes de o fogo consumir a sua vida.
Muitos outros homens e mulheres se revezaram na construção desta história singular e coletiva, porque uma cidadela é apenas tão somente um coração que pulsa, lançando ou apanhando pedras, vermelho como os vermelhos panos que enfeitam as janelas de um paço, dois passos. 
Esta é a crónica do livro das crónicas que me foi dado ler e recontar. 
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Lua antiga

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sábado, 4 de novembro de 2017

Grandes êxitos do "The Braganza Mothers" (2010), a propósito da acusação da "Operação Marquês": "Novas Escutas do "Face Oculta" - A Ceia dos Robalos, de Manuel Godinho"



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Imagem do KAOS




Do CD 227, da série mandada queimar pelo Orelhas de Bode do Supremo Avental de “Justiça”



(Protagonistas: o Sucateiro, Manuel Godinho, e a sua Boca da Servidão, Dona Idalina Godinho – por detrás de um grande sucateiro, há sempre uma grande sucateira fêmea)




Manuel Godinho – Lina, querida, vem aí o Natal, e precisava de fazer a lista das prendas…

Dona Idalina – Sim, amor, queres começar por quem?... Pelo “Chefe”, pelo “Major”, ou pelo “Dragão”…

M.G. – Vamos pela classe A, que é a mais barata… Como se chamava aquele taxista que mandaste subir, no outro dia…

D.I. – (suspiro) Que delícia, Manel… para esse, podemos pôr uma corrente de ouro, 200 €. Se voltar, dou-lhe também uma figa, porque tinha a figa bem (suspiro)… grossa…

M.G. – O que damos ao Lello, este ano?...

D.I. – A “Lena” ficou de negociar com ele uns custos a mais, nos IPs da Roménia… Acho que eles podem dar a prenda...

M.G. – (silêncio) O “Chefe” não gosta muito que se fale da “Lena”, de maneira que podemos pôr um bidé de prata, aí coisa para…

D.I. – para?...

M.G. – Classe AA – 2500 €

D.I. – Já escrevi, podes continuar, querido…

M.G. – Que é que damos ao Armando?... Essa dos robalos está muito gasta…

D.I. – Podia ser um livro?...

M.G. – Por amor de deus, o homem mal sabe ler, olha... põe umas bandas desenhadas…

D.I. – Mas isso é muito barato…

M.G. – Sim, mas assenta aí, “bandas desenhadas do Tonecas”. O resto vai em “quilómetros”…

D.I. – Damos alguma coisa ao Sousa Tavares este ano?...

M.G. – Também pode ser um livro, mas com muita bonecada, porque o gajo também lê mal… Olha, até tive uma ideia: damos uns “Astérix” a esse, e, em troca, uns “Equadores” à Ana Paula Vitorino

D.I. – “Equadores”, versão copiada, ou o original?…

M.G. – A copiada, porque ela é como o “Chefe”, mazinha, em Inglês Técnico…

D.I. – E para o Vitorino?...

M.G. – O Vitorino adora passes para as saunas: põe aqui um catálogo de “gay-bears”: álbum de fotos, redondos, peludinhos e de pila pequena…

D.I. – Credo, que nojo!... Isso custa quanto?...


D.I. – O Jorge Coelho leva o quê?...

M.G. – Esse gajo já mamou muito. Põe-lhe um Translator de Bolso, para evitar que ele diga “há dem” e “há des”… 250€, Classe A

D.I. – Ai, amor, é tão chato estar nesta lista…

M.G. – Ainda falta o “Pidá”… Acho que o gajo ia gostar duma metralhadora, mas ainda não sei o preço, vou ter de telefonar ou ao “Major” ou ao Júdice…

D.I. – Fica então em aberto?...

M.G. – Sim, deixa em branco, mas escreve AAA, à frente. Convém ter esses gajos da Noite sempre do nosso lado...

D.I. – O Pedroso leva alguma coisa este ano?...

M.G. – Sim põe um Menino Jesus de Prata, coisa aí para 400 €, AA

D.I. – E o “Major”?...

M.G. – O “Major” vai com o Figo e o Pinto da Costa. Temos de falar com o “Chefe” e ver se obtemos um perdão fiscal. O ideal era que os gajos pagassem para aí, sei lá, 5% do que puseram nos “offshores”, e o resto vinha em perdão fiscal, para enganar o pagode…

D.I. – Isso são montes de robalos, amor…

M.G. – Pois são, querida, mas o populacho é analfabeto, está tudo no nível da Lurdes Rodrigues, mas para o perdão fiscal, no estado em que esta merda está, mais robalo, menos robalo, é tudo uma questão de meses, ate à Bancarrota... mas tenho mesmo de falar com o Gajo das Finanças, e tem de ser às escondidas da “Bruxa”, que essa gaja anda a esticar-se muito no que diz para a Imprensa...

D.I. – Não achas que se podia pregar-lhe um… susto?...

M.G. – Não, a gaja tá de saída e o Balsemão já negociou com o Avental pôr aquele chavalo tonto, o Passos Coelho, no lugar da Velha, para esta merda não oscilar muito.

D.I. – Mas damos alguma coisa à Velha?...

M.G. – Sim, põe aí um Galo de Barcelos, mas baratucho, segunda escolha, que ela depois vai ganhar uma pipa de massa, quando for para Governadora do Banco de Portugal

D.I. – A Maria Barroso?...

M.G. – Ai, filha, essa ainda está pior: dá-lhe uma prenda A… Olha, melhor, nem gastes dinheiro: manda-lhe aquele catálogo de “La Redoute” do ano passado… Não deitaste fora, pois não?... Assim, a gaja fica a ver os bonecos, lá em Nafarros, e não chateia.

D.I. – E o “Chefe”…

M.G. – (silêncio)

D.I. – (silêncio)

M.G. – … o “Chefe”?...

D.I. – É sempre um grande problema… Um problema do caralho...

M.G. – Vamos deixar para o fim, mas não te esqueças, amor…

D.I. – Temos a Câncio… Que achas?...

M.G. – Vocês é que são mulheres, sabem melhor do que eu…

D.I. – Querido, eu acho-a nojenta, de maneira que preferia que fosses tu…

M.G. – (risos) olha, por mim… (risos) Por mim… era já um vibrador…

D.I. – Manel, por amor de deus, não sejas ordinário…

M.G. – Querida, EU estou a falar a sério… Acho que lhe faz falta. Há uns da Ferrari, com cinco mudanças, dizem que faz maravilhas de jornalismo…

D.I. – (silêncio) ... amor…

M.G. – Pronto. Tive uma ideia genial: vamos gastar uma pipa de robalos, mas vamos matar dois coelhos de uma só cajadada… (risos)

D.I. – Como assim?...

M.G. – Mandamos a gaja para Barcelona, para falar com o Rubén Noé Coronado, para a aconselhar a fazer um implante de pénis…

D.I. – Amor, isso vai sair AAAAA, caríssimo!…

M.G. – Não vai, querida, ela faz o implante, toma umas hormonas, é um investimento, como qualquer outro, (risos) saiu mais caro mandar matar o Sá Carneiro, e depois… (risos)

D.I. – … depois o quê?...

M.G. – (risos) Ficamos com o problema do “Chefe” resolvido: quando ela estiver … “transformada”…, oferecemo-la como prémio (risos) ao “Chefe”… (risos)

(fim da escuta)


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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Grandes êxitos do "The Braganza Mothers" (2010), a propósito da acusação da "Operação Marquês": "Novas Escutas do "Freeport": da Coleção de Rejeitados da Popota Cândida Almeida"


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CD 12 – 1h 12m 14 s




Elisabeth II – Ohhhh, darling… (smile)

Dona Adelaide Pinto de Sousa – Como está, minha querida?...

E. II – I am a bit of pain in the ass…

D.A.P.S. – Dores nas cruzes?... Isso já lhe passa, querida, quem me dera que as minhas dores fossem todas nas cruzes...

E. II – And your son?... Do you know that “eu já dei ordem” of blocking here “Freeport’s” process?...

D.A.P.S. – Sim, “my son” já me disse...

E. II – You know, I don’t want dirty things envolving MY son!...

D.A.P.S. – Nem o meu!... O meu Zé é tudo para mim, aliás, o meu Sócrates, e o outro, que se ia chamar Platão, e um terceiro, que se Jeová quisesse, seria Aristóteles...

E. II – So, what about “Freeport”, in Lisbon?...

D.A.P.S. – Cândida Almeida “is just trying” to arquivá-lo. Fique descansada, que já não aparece lá o nome nem do seu filho, nem do meu, nem do meu irmão, nem dos meios-irmãos, nem dos meus sobrinhos, nem dos meios sobrinhos, nem de ninguém da sua família, nem da minha, e a palavra "offshore" e "Parkinson" foi apagada de lá!...

E. II – God is great!...

D.A.P.S. – (silêncio) No, dear… Yahvé “is great”!...

E. II – Yes, yes, Yhavé too. And Allah, and all gods are great (smiles)

D.A.P.S. – Tudo, na Terra, é grande e grosso (risos)

E. II – So, now, we can begin thinking on something greater than “Freeport”… (silence)

D.A.P.S. – José “is trying to build the BIGGEST airport” no Mundo. (silêncio) Quer dizer, está a arranjar maneira…

E. II – “arranjar maneira” is what?...

D.A.P.S. – “He is trying”…

E. II – Ah, that’s all right, dear (smiles)

D.A.P.S. – … “He is trying” to have more robalos?...

E. II – What is that... “robalos”?...

D.A.P.S. – (silêncio)

E. II – (silence)

D.A.P.S. – (silêncio)

E. II – Is it what?... a fish?...

D.A.P.S. – “Well, IT is not fish, not… It is…”

E. II – Bass fish?...

D.A.P.S. – Não, not “snuff” (silêncio), é… (silêncio)… dinheiro

E. II – Oh, darling, I see, “dinheiro”, money… It' s so, so... sweet, money. I like money very much!... Money is my… blood!...

D.A.P.S. – Querida, não me fale de “blood”!...

E. II – Why not, my dear?...

D.A.P.S. – “Because I’m” Testemunha de Jeová. Posso receber dinheiro mas não posso receber sangue.

E. II – Ohhhh, I’m so sorry, darling, so I can imagine how you are “sofrendo”, now...

D.A.P.S. – Sim, sou uma sofredora, estão a tentar linchar moralmente o meu filho...

E. II – But has your child any morals?

D.A.P.S. – Não, mas uma mãe acredita sempre que sim

E. II – And he will get married now? ...

D.A.P.S. – (silêncio)

E. II – I’m not talking about gay marriage. I’m talking about a woman, you know you can always buy a woman to pretend to be his wife. I’ve done the same, with Sophie and Edward… My son is also a… faggot...

D.A.P.S. – “So, you are a fag-mother…” (risos)

E. II – (silence)

D.A.P.S. – (silêncio)

E. II – No, I’m the Queen, and you are a… (silence)

D.A.P.S. – …

E. II – … anyone can help me?... Richard, please, call me the translator!... (silence)

D.A.P.S. – …

E. II – (silence) So... “Você é uma javardona transmontana, mãe dominadora, que fez a vida negra ao seu marido, antes de se divorciar, e o seu filho tinha de dar num paneleiro de Vilar de Maçada, o maior aldrabão que os Portugueses já tiveram como Primeiro-Ministro, portanto, “fag-mother” é a puta que a pariu, sua ordinária!...”

D.A.P.S. – (chora)

(Ouve-se outra voz na linha)

Cândida Almeida – Importam-se de manter alguma decência na conversa, porque isto está tudo a ser gravado?... E, já agora, ou falam em Português, ou é melhor estarem caladas, porque eu sou fraquinha em Inglês Técnico!...

E. II – Oh, yes, darling, of course!...

D.A.P.S. – Ai, sim, querida, pedimos já desculpa… Mas podemos continuar?...

E. II – What’s about raining, in Madeira?... And Cristiano... Cristiano Ronaldo?...

D.A.P.S. – “Do you love too” Cristiano Ronaldo?... Passo o dia a “dar ao dedo”, “esfolheando” revistas com ele…

E. II – “Dar ao dedo?...”

D.A.P.S. – “Yes, darling”, como é que se diz, em Inglês... esfregar o dedo no clítoris, com toda a força?...


(Fim da escuta)

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