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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Diário do Geert Wilders - 1917, o ano de estágio da Europa para a II Guerra Mundial

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Diário do Geert Wilders - Uma noite num saco cama com o Papa Francisco já custa 1000 €, e para o mês que vem ainda vai ser mais cara. Reserve já

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Diário do Geert Wilders - O Assassino da Coreia do Norte, Kim Jong un, usou arma química proibida para liquidar o irmão, Kim Jong-nam

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domingo, 19 de fevereiro de 2017

domingo pérsico

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Depois chega aquele tempo dos dias a crescer, dos rebentos de frésias pela relva. Não sei se é a luz ou um fio efémero a baloiçar a primavera.
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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Zealandia

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Zealandia

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Marcel Proust, Église de la Madeleine, Marriage d’Elaine Greffulhe avec Armand de Gramont-Guiche (1904)

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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Alex Verhaest - arte digital

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Caretta caretta

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Quando o homem lhe falava suavemente, ela esticava a sua grande cabeça e ficava imóvel a ouvi-lo, o bico entreaberto, suspensa ao mais leve movimento da sua mão direita, enquanto a esquerda segurava o balde de zinco e os joelhos dobrados num equilíbrio perfeito tremiam um pouco.
Era como um jogo, em que cada um tirava o maior prazer da companhia do outro e à primeira mão-cheia de caranguejos e camarões lançados para a água ela escancarava a boca e engolia-os com enorme sofreguidão. Depois dava uma volta sobre si mesma e num agradecimento mudo afastava-se, as barbatanas dianteiras empurrando-a para a frente, as posteriores, como os remos seguros de um barco.
Não ia muito longe, porque o tanque era pequeno e a algazarra das crianças não a deixava sossegar, gritavam, mais! E ela comia mais, só para lhes agradar. Às vezes, distante, muito distante na sua memória de criatura das águas profundas e das correntes potentes, sentia o cheiro da maresia e não sabia que era assim o cheiro mar e vinha-lhe uma saudade imensa de algas, moluscos, águas-vivas e camarões, cascos de navios, praias de areia quente e os recifes de coral que apenas ela saberia encontrar.
Um dia, depois de tantos dias, que se os soubesse contar não os contaria nunca arriscando-se a morrer cativa de tristeza e medo, caladas as vozes agudas dos meninos e vazio de comida o balde de zinco, o homem falou-lhe de uma outra forma que ela não entendia, de liberdade e profundidade, da crueldade que terminava e da coragem que ela teria de sentir para se soltar. Do peso que teria de ganhar, das corridas para exercitar os músculos e as barbatanas e o pescoço forte e o olfato apurado para procurar o seu próprio alimento e a maior de todas as lições: não confiar nele, nem em qualquer outro humano, esquecer-se para sempre de quem a cativou para que o seu próprio cativeiro terminasse.
Ela que ouvia tão bem as baixas frequências, sentiu que perdia o que não desejava perder, mas imaginou o cheiro da maresia e esticou um pouco mais a sua enorme cabeça e o homem disse pela última vez, minha querida cabeçuda e fez-lhe uma carícia mesmo por cima dos olhos.
Largou o tanque pequeno onde ecoavam as gargalhadas das crianças e o apito do comboio que a ajudava a dormir, perdeu o medo de águas um pouco mais fundas e aprendeu a identificar o seu alimento, a procurá-lo sem a ajuda do homem, a nadar, a mergulhar, fez-se forte, cresceu, ganhou peso e determinação.
Os homens, orgulhosos dela, soltaram-na então no mar alto, já ela sabia há muito que estava preparada para o fazer e eles ainda não. Mergulhou no oceano e na memória de um tempo guardado no seu coração, em que os perigos espreitam e as barbatanas fortes e a carapaça de uma tartaruga não são nada, comparadas com a luta de todas as horas por uma sobrevivência ameaçada, pela doçura de uma areia quente onde irá desovar, multiplicando as formas hidrodinâmicas dos seres que não são peixes, nem algas, nem caretas, nem homens, nem aves. 
De longe em muito longe, ainda sente uma leve carícia entre os olhos e a frequência baixa da voz do homem que a ensinou a voar.  
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sábado, 11 de fevereiro de 2017

Nicolai Gedda (1925 - 2017)

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Manifesto pela Democracia nas Escolas - 2017

"Apesar dos princípios consagrados na Lei de Bases dos Sistema Educativo, assistimos a uma crescente desvalorização da cultura democrática nas escolas e à anulação da participação coletiva dos professores, dos alunos e da comunidade educativa. Verifica-se, pelo contrário, uma tendência para a sobrevalorização da figura do(a) diretor(a) de escola ou de agrupamento de escolas, sendo, ao mesmo tempo, subalternizado o papel de todos os outros órgãos pedagógicos, e desencorajada a participação de outros elementos da comunidade escolar. Esta situação é igualmente reveladora da erosão da identidade de cada escola quando esmagada pelo peso da estrutura de direcção unipessoal de governo dos agrupamentos".


Participe AQUI
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Lullaby, op. 3


Andantino molto gentile, para o aniversário da artista Manuela Baptista

Vieram os pássaros anunciar-lhe ter nascido outra vez, mas nem o senhor Buda ousaria tanto, e se sentia apenas outro reviver. Todo o amarelo dos campos nos falava da primavera precoce, como se primaveras se pudessem ler no surdo cantabile de giestas. Lembrou-se de que a Senhora da Música teria partido e deixado nas areias do jardim um só rasto de sorriso. E pegou-lhe com as duas mãos, e aceitou essa herança de eternidade.


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domingo, 5 de fevereiro de 2017

primaverar

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Veio à luz. Num primeiro instante não existia, um agitar de pássaro e ela estava lá. Fez-me visível, essa pequena folha verde escura a alumbrar a manhã.
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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Almada

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domingo, 29 de janeiro de 2017

os chineses festejam o ano do galo... os americanos o do Trump!...

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litania II

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Ainda não o grito das andorinhas. Ainda assim cantam os pássaros na madrugada. Por ora os jarros invasores e as azedas dos campos, as flores de pessegueiro, os rebentos das ameixoeiras e o cheiro a húmus e a terra molhada.
Sonha o urso e o seu coração pulsa a vaguear superfíciesgeladas. A compassar binários, a imaginar ursas maiores, enroscados um urso, dois ursos e o firmamento azul tão escuro. 
Dizem os mitos que é o homem do gelo quando sai à caça e veste essa outra pele quente assente nas patas traseiras, mas dorme ainda o urso e assim cantam os pássaros.
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

no caminho das estrelas, das serpentes e das imagens...

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domingo, 22 de janeiro de 2017

um infinito ponto verde

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Os ventos continuaram a soprar e a terra foi girando e com ela a lua e muitos esqueceram os sonhos que sonhavam com os dragões vermelhos, os verdes e os brancos e as estações sucediam-se como os jovens sucedem aos velhos até ao fim dos tempos. No reino das fivelas de jade o palácio ruíra e as fitas de seda perdiam-se agora na memória das histórias
E no entanto, a última das fivelas, a mais bela, era agora um pequeno ponto verde no universo, visível apenas para os habitantes das estrelas.
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sábado, 21 de janeiro de 2017

Yes we can :-)

"O conjunto de provas reunido pelo Ministério Público contra Ricardo Salgado na Operação Marquês indicia que este pagou várias dezenas de milhões de euros em ‘luvas’, no período que vai de 2006 a 2011, para obter decisões favoráveis ao Grupo Espírito Santo no âmbito da participação na Portugal Telecom. Os beneficiários terão sido José Sócrates (21 milhões), Zeinal Bava (18,5 milhões) e outros administradores da PT"
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Goodbye, Obama

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